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Açúcar: Mercado

ISO descarta recuperação nos preços do açúcar


NovaCana - 26 ago 2014 - 17:52 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

A Organização Mundial do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) previu um período mais longo de preços fracos e pouco atrativos para o adoçante. A entidade também estimou um excedente de produção de açúcar. A análise foi publicada no primeiro de dois relatórios que a instituição divulgou nesta terça-feira (26).

A ISO, em suas primeiras estimativas completas para a safra 2014/15, que começa em outubro, abandonou a ideia que havia pincelado antes de que a produção e a demanda mundial do açúcar seriam "mais equilibradas". A previsão é de um excedente de 1,31 milhão de toneladas.

Isso representaria a quinta temporada consecutiva em que a produção é maior que o consumo, levando os estoques a 78 milhões de toneladas no final de 2013/14, apesar de a ISO ter diminuído a previsão de um excedente para a safra em 436 mil para 3,99 milhões de toneladas.

Esse é um mau presságio para aliviar "a fraca pressão" que levou os preços do açúcar bruto a sete meses de queda, enquanto o prêmio do açúcar branco chegou a U$55,48 por tonelada na última semana, num período de nove anos de baixa.

"A ISO acredita que, mesmo com a estimativa de um pequeno excedente [de açúcar], é pouco provável que a tendência mundial sustente um aumento nos valores de mercado a partir dos preços atuais", disse a organização.

"Crucialmente, qualquer possível recuperação nos preços, trazida por uma mudança drástica ao longo da safra 2014/15 pode ser silenciada pelos grandes estoques acumulados desde o começo desta fase de excedente em 2010/11".

Perspectivas para o Brasil

A organização reconheceu que as projeções para a produção de açúcar no Brasil pioraram. No começo do ano, o país, o maior produtor mundial, foi atingido por uma seca que minou seu potencial de colheita de cana-de-açúcar.

A ISO, que havia antecipado que o Brasil estava preparado para uma redução de 1,2% na produção de açúcar em 2014/15, no período que vai de outubro a setembro, estimou que a produção do país deve chegar a 39,5 milhões de toneladas, uma queda de 1,7%.

Já a expectativa de uma redução de quase 500 mil toneladas na produção chinesa foi ampliada para 1,35 milhões de toneladas. A produção do país deve atingir 13,25 milhões de toneladas.

"Perspectivas melhoraram"

Ainda assim, a ISO sinalizou, em termos de preço, a perspectiva negativa de compras mais fracas da China no mercado mundial. O país acumula grandes estoques do produto.

"Os preços domésticos na China têm continuado a cair, apontando para importações potencialmente menores ao longo da próxima safra".

Além disso, o grupo deixou de lado a ideia de uma queda na produção tailandesa na próxima temporada, e previu um crescimento de 1,1 milhão de toneladas para 27,1 milhões na produção chinesa, onde as "perspectivas melhoraram com base nas chuvas mais abundantes", depois de um começo fraco dos monções.

A ISO também destacou que "testes iniciais com produtores de beterraba europeus foram melhores que o esperado, sendo favorecidos pelo bom clima durante a fase de crescimento".

A produção da União Europeia na safra 2014/15 aumentou 875 mil toneladas para 17,8 milhões de toneladas.

Agrimoney.com
Tradução e adaptação Leonardo Siqueira - novaCana.com

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