Açúcar: Mercado

Índice de preços de alimentos da FAO registra alta para açúcar e milho


Agência Estado - 08 out 2021 - 07:40

O índice de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alcançou média de 130 pontos em setembro, alta de 1,5 pontos (1,2%) ante agosto e 32,1 pontos (32,8%) em comparação com o mesmo mês de 2020.

O resultado mensal, segundo a FAO, é o nível mais alto em uma década e foi impulsionado, em grande parte, pelos preços mais altos da maioria dos cereais e óleos vegetais. O índice de preços dos lácteos e do açúcar também ficaram mais firmes, enquanto o subíndice de preços das carnes permaneceu estável.

A FAO calculou que o subíndice de preços do açúcar ficou, em média, em 121,2 pontos em setembro, alta de 0,6 ponto (0,5%) em relação a agosto e 42,2 pontos (53,5%) acima do observado no mesmo período de 2020.

“As preocupações com a redução da produção do Brasil, maior exportador mundial de açúcar, por causa do prolongado clima seco e das geadas, continuaram impulsionando o aumento dos preços mundiais do açúcar”, ressalta a FAO.

Além disso, os preços mais altos do etanol estimularam um maior uso da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível no Brasil. Segundo a entidade, entretanto, a pressão de alta sobre os preços foi limitada por uma desaceleração na demanda global de importação de açúcar e boas perspectivas de produção em exportadores importantes, como Índia e Tailândia.

Por sua vez, os preços do milho permaneceram estáveis, 0,3% acima de agosto, influenciados pela pressão de alta causada por interrupções de portos atingidos pelo furacão Ida, nos Estados Unidos, que, no entanto, foi contrabalançada por melhores perspectivas de safra global e o início das colheitas no país e na Ucrânia.

“Apesar da estabilidade, os preços do milho permaneceram elevados em quase 38% acima dos níveis de setembro de 2020”, destacou a entidade.


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