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Açúcar: Mercado

[Atualizado] Incêndio atinge terminal de exportação de açúcar em Santos


Reuters com informações de Globo Rural e A Tribuna - 04 ago 2014 - 08:35 - Última atualização em: 04 ago 2014 - 18:25
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Um incêndio de grandes proporções atingiu armazéns de açúcar no porto de Santos operados pela Cosan na noite de domingo, mas o corpo de bombeiros informou na manhã desta segunda-feira que o fogo havia sido controlado e o rescaldo tinha sido iniciado por volta das 4h.

O fogo irrompeu no terminal de açúcar na tarde de domingo e uma dúzia de caminhões do corpo de bombeiros foi deslocada para o local, disse o sargento Rodrigues dos Santos à Reuters.

Pela manhã, os bombeiros ainda não tinham detalhes dos danos causados pelo incêndio.

Representantes da Cosan, maior produtora de açúcar do Brasil, não estavam disponíveis imediatamente para comentar.

Em outubro do ano passado, um incêndio causou grandes estragos no terminal de exportação da Copersucar, maior trader de açúcar do Brasil, elevando rapidamente os preços dos contratos futuros da commodity em 6 por cento e fazendo a empresa emitir um comunicado de força maior a seus clientes.

Não havia informações de que o incêndio de domingo tenha se espalhado para além dos armazéns controlados pela Rumo, unidade de logística da Cosan no porto. O terminal da Copersucar, que ainda recebe reparos pelo incêndio de outubro, fica próximo aos armazéns da Rumo.

A perda do açúcar nos armazéns da Rumo, que tem capacidade para 550 mil toneladas, deve causar menos preocupações do que o potencial dano à capacidade de exportação do terminal de 12 milhões de toneladas de açúcar ao ano.

O incêndio deve causar no curto prazo uma interrupção no carregamento de navios no terminal da Rumo. Segundo o site do jornal A Tribuna, os bombeiros lutavam contra o fogo nos armazéns 5 e 10.

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, está no meio da safra de cana do Centro-Sul, que deve produzir entre 32 milhões e 34 milhões de toneladas de açúcar, levemente abaixo das estimativas iniciais, devido ao impacto da seca atual.

Atualização 8h46m: A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade do Porto de Santos) e a Cosan confirmaram a destruição do Armazém X e da esteira que o liga ao Armazém V. O alcance dos danos e  quanto o incêndio afetou as operações do terminal devem ser determinados apenas nos próximos dias.

Atualização 09h19m: Na manhã desta segunda-feira, o vencimento outubro do açúcar na bolsa de Nova York chegou a registrar alta de 5,6 por cento. Por volta das 9h (horário de Brasília), a alta era de quase 1 por cento, a 16,49 centavos por libra-peso.  

Atualização 09h48m: De acordo com informações preliminares da Codesp, o incêndio da Rumo foi de menores proporções do ocorrido em seis armazéns da Copersucar, em 18 de outubro do ano passado.

Atualização 10h41m: Cerca de 15 mil toneladas de açúcar estavam estocadas no armazém que pegou fogo. A empresa disse que o fogo ocorreu no armazém X, do Terminal 19. O armazém tinha capacidade para 18 mil toneladas. A capacidade total de estocagem da Rumo em Santos é de 500 mil toneladas.

Resumo atualizado:
Veja mais detalhes sobre o acidente aqui.  
 

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Trabalho de rescaldo 

Na manhã desta segunda-feira, é possível ver ainda os bombeiros trabalhando no combate ao incêndio  que atingiu armazéns do terminal açucareiro da empresa Rumo Logística, do Grupo Cosan, por volta das 16 horas deste domingo, no Porto de Santos. Pelo menos o Armazém X (10 externo) foi destruído. O trabalho dos bombeiros já dura pelo menos 15 horas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, seis equipes da corporação começaram por volta da 1h30 desta segunda-feira o trabalho de rescaldo para evitar o surgimento de novos focos de fogo. Não há previsão para o término do trabalho.

Segundo a empresa, cerca de 100funcionários trabalhavam no local no momento do incêndio. Não houve feridos, de acordo com os bombeiros.

De acordo com a Guarda Portuária, a causa do incêndio pode ter sido um superaquecimento nas esteiras devido ao forte calor. Entre 13 e 14 horas, a Base Aérea de Santos registrou 34º. Uma possível falha mecânica também não está descartada.

A Reportagem de A Tribuna observou que as chamas começaram por volta das 15h30 no Armazém V (5 externo), cuja esteira conduziu as labaredas para o Armazém X. O fogo se alastrou, o que levou à retirada do navio que estava atracado no terminal e ao rescaldo dos armazéns próximos.

Outros terminais portuários, como a BTP e a Copersucar (vizinha às instalações da Cosan), enviaram suas brigadas de incêndio para auxiliar as equipes que tentavam controlar as labaredas.

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