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Açúcar: Mercado

Futuros do açúcar em Nova York voltam aos níveis de julho


Agência Estado - 02 out 2015 - 10:23

Os futuros de açúcar demerara confirmaram as expectativas e voltaram a fechar em alta ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), ainda sustentados pelo reajuste de combustíveis no Brasil. As cotações romperam a importante resistência de 13 cents por libra-peso e começaram o mês no maior patamar desde 17 de julho, quando o contrato março ajustou em 13,35 cents/lb.

Com esse teto furado, participantes divergem sobre qual será o movimento das cotações no curtíssimo prazo. Alguns agentes dizem que os fundamentos falam mais forte e ainda apostam na continuidade dos ganhos. Para outros, uma correção técnica, mesmo que breve, pode ocorrer, já que a valorização só nos três últimos pregões, de 7%, é considerada exacerbada.

No geral, contudo, as perspectivas são construtivas para os médio e longo prazos. Reajuste de combustíveis e a consequente previsão de uma safra mais alcooleira no Brasil, incertezas climáticas por conta do El Niño e a possibilidade de déficit na safra global 2015/16, acima de 3 milhões de toneladas para algumas consultorias, mantêm os contratos com viés de alta.

Nos gráficos, os futuros passaram a ter agora suporte nos psicológicos 13 cents/lb e resistência inicial nos 13,30 cents/lb, respeitados ontem. Acima disso, surgem os 13,50 cents/lb.

Março avançou 38 pontos (2,95%) e terminou em 13,26 cents/lb, com máxima intraday de 13,27 cents/lb (mais 39 pontos) e mínima de 12,87 cents/lb (menos 1 ponto). Maio subiu 26 pontos (2,03%) e encerrou em 13,06 cents/lb. O spread março/maio variou de 8 para 20 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 50 para 36 na semana encerrada na quarta-feira (30), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 16 de outubro.

Foi agendado o carregamento de 1,40 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 985,30 mil t, ou 70% do total. Paranaguá responderá por 26% (367,45 mil t); Maceió, por 2% (33 mil t); e Recife, também por 2% (22,50 mil t).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 55,82/saca, alta de 2,57% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,99/saca.


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