Açúcar: Mercado

Fundos apostam em alta dos preços do açúcar com estimativas de déficit


Dow Jones Newswires - 06 out 2015 - 10:58

Fundos de hedge estão cada vez mais confiantes em uma recuperação dos preços de açúcar, que vêm se desvalorizando há anos. Na semana encerrada em 29 de setembro, gestores de capital inverteram sua posição em açúcar bruto na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e passaram a deter um saldo líquido comprado de aproximadamente 25 mil contratos, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).

"Pela primeira vez desde o verão de 2014 (no Hemisfério Norte), investidores de curto prazo inverteram significativamente sua posição para um saldo comprado", disseram em nota analistas do Commerzbank.

Desde 21 de agosto, quando atingiu mínima de 10,40 cents/lb na ICE, o açúcar já subiu mais de 30%. A valorização foi motivada pelo clima desfavorável no Brasil e na Índia e pelo aumento da gasolina no País, anunciado na semana passada. A produção global de açúcar deve ser afetada pelo atraso das monções na Índia e por chuvas que prejudicaram a moagem de cana no Brasil. Além disso, o aumento da gasolina no País deve levar usinas a destinar mais cana à produção de etanol em detrimento do açúcar.

Mais cedo, o banco Morgan Stanley projetou déficit de açúcar de 3,7 milhões de toneladas na safra internacional 2015/16 (de 1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016). A estimativa se soma à de outras empresas que projetam consumo maior do que a produção nesta temporada. Caso se confirme, este será o primeiro déficit após cinco anos.

A consultoria Kingsman-Platts prevê déficit de 3,2 milhões de toneladas, enquanto a INTL FCStone estima que a produção será 3,8 milhões de toneladas menor que a demanda. Já a Czarnikow prevê déficit de 4,1 milhões de toneladas.

De acordo com a Marex Spectron, o déficit no mercado de açúcar deve persistir pelos próximos anos, mas a alta recente das cotações pode perder força. "A alta foi muito rápida e acentuada, então é normal esperar que ela perca fôlego", disse em nota a corretora. "Mas achamos que as perspectivas de médio e longo prazos são bastante altistas."


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