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Açúcar: Mercado

Dólar e fatores técnicos devem orientar futuros do açúcar em NY


Agência Estado - 17 ago 2015 - 09:49

Sem novidades nos fundamentos, o mercado futuro de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) deve iniciar a semana influenciado por fatores técnicos e pelo comportamento do dólar. Os contratos têm apresentado baixa volatilidade e pouco volume nos últimos dias, indicando falta de interesse nos negócios.

Na sexta-feira passada, o enfraquecimento da moeda norte-americana foi determinante para a alta dos futuros de demerara, informou o analista da INTL FCStone, João Paulo Botelho. Segundo ele, a queda da moeda norte-americana ante o real favorece uma valorização da commodity na ICE.

Entre outros fatores, segundo analistas, a divisa norte-americana recuava por causa de declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que disse que o Brasil tem reservas suficientes para enfrentar volatilidade excessiva do câmbio. No exterior, o índice do dólar era pressionado pela alta do yuan, moeda China, e por indicadores econômicos negativos nos Estados Unidos.

O analista da FCStone considerou, no entanto, que a tendência do mercado de demerara é de baixa. Ele argumentou que spread entre os contratos outubro/março apertou, passando de 160 pontos em agosto de 2014 para atuais cerca de 117 pontos. De acordo com Botelho, esse estreitamento no spread pode ser sinal de que a oferta do produto deve continuar satisfatório não só no curto, mas também no médio prazo.

Os fundos de investimento e especuladores estavam com saldo líquido vendido de 87.237 lotes em açúcar na ICE no dia 11 de agosto, em comparação com 75.392 lotes no dia 4. Isso foi o que mostrou o relatório semanal da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), divulgado na sexta-feira.

Pelos indicadores técnicos, os contratos fecharam 1 ponto acima da resistência de 10,67 cents. O próximo objetivo é o nível psicológico de 11 cents. Os suportes estão em 10,37 cents, 10 cents e 9,94 cents.

Nos fundamentos, o clima seco impulsiona a colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do mundo. No entanto, conforme previsão da Climatempo, uma frente fria consegue romper o bloqueio do ar seco que predomina em São Paulo, em meados desta semana. Chuvas devem acumular entre 2 e 10 mm no oeste do Estado, na região central e no Vale do Paraíba. No sul do Estado, o volume deve ficar entre 10 e 30 mm. Já no norte e nordeste, o tempo deve continuar seco.

O mercado de açúcar em Nova York trabalhou no terreno positivo ao longo de todo o pregão de sexta, favorecido pelo dólar fraco. O vencimento outubro subiu 19 pontos (1,8%), a 10,68 cents. A máxima foi de 10,72 cents (mais 23 pontos). A mínima bateu 10,50 cents (1 ponto acima do fechamento anterior).

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou em R$ 46,95/saca (+0,36%). Em dólar, o preço ficou em US$ 13,47/saca (+0,97%).


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