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Açúcar: Mercado

Déficit mundial de açúcar pode chegar ao fim em 2017/18, diz ISO


Agrimoney - 22 nov 2016 - 11:16

A produção e a demanda mundiais de açúcar devem voltar a se equilibrar em 2017/18, colocando um fim no déficit que deixou os estoques em um nível criticamente baixo, segundo a Organização Mundial do Açúcar (ISO, na sigla em inglês).

A ISO, em sua primeira estimativa para o balanço do açúcar global na próxima temporada, que começa em outubro de 2017, disse que "com condições climáticas normais, deve ocorrer uma produção global equilibrada com o consumo".

Isso deve significar um "possível fim da fase de déficit no ciclo mundial do açúcar", após duas temporadas nas quais a produção mundial ficou abaixo da demanda.

Baixos estoques

No entanto, a organização também advertiu contra a expectativa de uma correção nos preços que poderia se seguir à perspectiva do fim do déficit.

"Qualquer alívio do preço em relação às expectativas de um possível retorno da oferta e da demanda mundiais pode ser silenciado", disse a ISO.

A ISO também comentou o nível criticamente baixo de estoques mundiais, que deve acontecer ao final da safra 2017-18 após duas safras de déficit, que encolheram a produção.

O mundo começará a próxima temporada com 76,2 milhões de toneladas em estoque, o que é equivalente a 43,6% do consumo mundial.

A relação entre estoque e consumo estaria, portanto, em seu menor nível desde 2010/11.

“Também está abaixo do nível de 45% que eventualmente desencadeou um aumento nos preços do açúcar bruto para acima de US$ 0,24 por libra-peso entre 2009/10 e 2011/12”, afirma.

Preços podem cair – e muito

No entanto, os comentários relativamente otimistas sobre os preços também contrastam com uma análise cautelosa da corretora de commodities Marex Spectron, com sede em Londres, que advertiu sobre uma possível pressão a curto prazo.

Esta pressão se daria por conta dos fundos recordes de hedge nos futuros do açúcar e nas opções de açúcar cru em Nova York.

“Nós acreditamos que, como conversamos com a maior parte dos fundos, ninguém está se deixando levar por rumores”, disse a corretora, comentando histórias de que os fundos estariam considerando liquidar suas posições.

Entre os principais sinais que motivam os investidores, a empresa cita “o fato de que algumas tendências de longo prazo foram quebradas”, além da reversão da estratégia dos fundos para vender em vez de comprar.

"Quase todos os fundos são buscadores de tendências, então, deverão continuar seguindo a nova convergência e, ao fazê-lo, confirmá-la nos preços", diz a corretora.

Um potencial “erro” do mercado foi a corrida que levou os preços a 23 centavos por libra-peso, significando que os preços “deveriam estar" em 20 centavos por libra-peso. “Mas se nada acontecer para ‘parar o fluxo de queda’ em termos de venda dos fundos, a corretora acredita que os preços ainda podem baixar ainda mais.

Tradução: Izadora Pimenta - Notícias Agrícolas
Adaptação novaCana.com