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Açúcar: Mercado

Cotação do açúcar renova mínimas com câmbio e avanço da moagem no Brasil


Agência Estado - 06 ago 2015 - 10:37

O dólar em alta voltou a pressionar os futuros de açúcar demerara, que ontem renovaram as mínimas em mais de seis anos e meio na Bolsa de Nova York. A avaliação é de que a moeda norte-americana perto de R$ 3,50 limita qualquer suporte dado pela demanda. Além disso, participantes consideram que as usinas do Centro-Sul do Brasil já se recuperaram do atraso provocado pelas chuvas no início de julho.

Em relatório, o Banco Pine, por exemplo, diz que a moagem na segunda quinzena do mês passado seja próxima a 48,85 milhões de toneladas, um crescimento significativo frente à quinzena anterior, que registrou 29,26 milhões de toneladas. Isso representa um crescimento de 67% na comparação com a quinzena imediatamente anterior e 35% frente igual intervalo de 2014.

Tendo em vista que as previsões para este mês apontam para tempo aberto na principal região produtora do País, já há quem diga que processamentos em torno de 45 milhões de toneladas também devem ser observados nas próximas quinzenas. Até 16 de julho, a moagem no acumulado de 2015/16 alcançava 230 milhões de toneladas (-6%). A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) deve divulgar o relatório de acompanhamento de safra referente à segunda quinzena de julho na semana que vem.

Do lado cambial, o dólar subiu ontem para R$ 3,4890 (+0,84%), maior patamar desde 10 de março de 2003. A divisa continua influenciada pelos ambientes político e econômico no Brasil.

Outubro caiu 25 pontos (2,27%) e fechou em 10,76 cents/lb, menor nível desde 5 de dezembro de 2008. A máxima no dia foi de 11,07 cents/lb (mais 6 pontos) e a mínima de 10,74 cents/lb (menos 27 pontos). Março recuou 24 pontos (1,96%) e terminou em 12,01 cents/lb. O spread outubro/março variou de 124 para 125 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Com essa movimentação, o suporte inicial passou para os 10,74 cents/lb, mínima de ontem. A resistência está nos psicológicos 11 cents/lb.

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 36 para 30 na semana encerrada ontem, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 29 de agosto.

Foi agendado o carregamento de 1,09 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 761,05 mil t, ou 69% do total. Paranaguá responderá pelos 31% restantes (334,91 mil t).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 47,12/saca, alta de 0,19% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,51/saca (-0,59%).


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