Açúcar: Mercado

Clima no Brasil deve ditar rumo dos futuros de açúcar na semana


Agência Estado - 09 nov 2015 - 10:08

Os futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem ter mais uma semana ditada pelo clima no Centro-Sul do Brasil. A previsão aponta para mais chuvas, porém não tão intensas quanto às observadas nos últimos dias. Além disso, espera-se que as temperaturas sejam mais altas, o que é benéfico para as plantas e baixista para os preços.

Sem grandes novidades nos fundamentos, a expectativa é de que as cotações respeitem no curto prazo os 50 pontos que vão de 14 cents a 14,50 cents/lb, range alcançado pelo mercado na sexta-feira (6). Vale destacar que há também um teto em 14,65 cents/lb, bem como um piso em 13,90 cents/lb, embora estes não sejam tão firmes.

Participantes também repercutem as projeções da Agroconsult para as safras 2015/16 e 2016/17 no Centro-Sul do País. A avaliação é de que os números têm pouca influência para os futuros mais curtos, uma vez que os números já estão precificados. Para os contratos longos, porém, a análise se dá em cima da estimativa de fabricação de açúcar.

De acordo com a consultoria, a principal região produtora do Brasil deve fechar o atual ciclo com processamento de 600 milhões de toneladas, volume recorde e 4,5% maior na comparação com 2014/15. A produção de açúcar deve ficar estável, com 32 milhões de toneladas. Para 2016/17, a Agroconsult projeta moagem de até 630 milhões de toneladas (+5%) e produção de 33,7 milhões de toneladas de açúcar (+5,3%). Esse resultado dependerá, porém, das condições climáticas e da quantidade de matéria-prima que ficará deste ano para ser processada no próximo.

Na sexta-feira, março caiu 30 pontos (2,03%) e fechou em 14,46 cents/lb, com máxima de 14,92 cents/lb (mais 16 pontos) e mínima de 14,35 cents/lb (menos 41 pontos). Maio recuou 28 pontos (1,94%) e terminou em 14,13 cents/lb. Na semana, acumularam desvalorizações de 0,41% (menos 6 pontos) e de 0,28% (menos 4 pontos), respectivamente.

O spread março/maio, que iniciara a semana passada em 35 pontos, fechou sexta-feira em 33 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos elevaram o saldo comprado em açúcar em 38.025 lotes na semana encerrada em 3 de novembro. A posição passou de 160.082 para 198.107 lotes.

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O Brasil exportou 1,603 milhão de toneladas de açúcar em contêiner entre janeiro e outubro deste ano, 1,2% mais na comparação com as 1,583 milhão de toneladas registradas em igual intervalo de 2014, de acordo com a agência marítima Williams Brazil. O maior volume foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 1,438 milhão de toneladas, ou 89,7% do total. Logo em seguida vem o Porto de Paranaguá, com 91,756 mil toneladas (5,7% do total).

Nesses nove meses, o pico de exportações de açúcar em contêiner foi em setembro, com 230,798 mil toneladas. Janeiro segue como o mês em que esse tipo de embarque registrou o menor volume, com 107,87 mil toneladas. De acordo com a Williams Brazil, Sri Lanka foi o principal comprador no período, com 214,298 mil toneladas, ou 13,3% do total. Na sequência estão Benin, com 172,895 mil toneladas (10,7%), e Angola, com 116,372 mil toneladas (7,2%).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 74,92/saca, alta de 0,52% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 19,82/saca (+0,51%). A moeda norte-americana ficou em R$ 3,7595, baixa de 0,43%.

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