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Açúcar: Mercado

Negócios de açúcar são retomados e preços seguem em alta no início de ano


Agência Estado - 12 jan 2016 - 09:06 - Última atualização em: 12 jan 2016 - 11:14

Na primeira semana de 2016, a movimentação no mercado spot paulista de açúcar cristal voltou ao seu ritmo normal. Representantes de vendas das usinas seguiram firmes nos valores pedidos, em especial pelo açúcar Icumsa até 150. Houve flexibilidade nos preços apenas quando as vendas envolviam o açúcar cristal Icumsa até 180.

Na sexta-feira, 8, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado paulista, fechou a R$ 82,92/saca de 50 kg, alta de 0,93% em relação a 30 de dezembro/15.

Boa parte das usinas encerrou a moagem no final de dezembro, mas algumas ainda seguem produzindo nesta primeira quinzena – chuvas dificultaram a evolução da colheita da cana-de-açúcar e estenderam a produção para janeiro.

No mercado internacional, os preços do açúcar branco na Índia (principal consumidor mundial) estão em alta, o que torna as vendas domésticas mais vantajosas aos produtores locais, diminuindo a oferta para exportação. Já na China, maior importadora global de açúcar, a produção está menor na atual safra (2015/16) em decorrência dos problemas climáticos e de uma menor área destina ao cultivo da cana-de-açúcar. Alguns analistas, inclusive, indicam que houve aumento no volume das importações chinesas do açúcar branco para atender à demanda aquecida. Para o Brasil, esse cenário resultou em alta nos valores dos prêmios de qualidade negociados pelo açúcar cristal sobre a cotação da Bolsa de Nova York (ICE Futures) da ordem de 25% ao longo da última semana, com o prêmio atingindo US$ 80,00/tonelada.

Apesar da alta do prêmio, cálculos de Cepea mostram que as vendas internas ainda remuneram mais que as externas. De 4 a 8 de janeiro, as vendas de açúcar cristal no spot paulista remuneraram 10,39% a mais que as externas. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 82,87/sc, as cotações do contrato nº 11 da ICE Futures, com vencimento em Março/16, equivaleriam a R$ 75,07/sc. Para esse cálculo, foram consideradas as médias semanais de US$ 47,81/t de fobização, de US$ 72,00/t de prêmio de qualidade e dólar a R$ 4,0272.

Neste início de ano (de 31 de dezembro a 8 de janeiro), as cotações na Bolsa de Nova York caíram, parcialmente influenciadas pela depreciação do Real frente ao dólar. O contrato nº 11 de açúcar demerara vencimento Março/16 da ICE Futures teve queda de 5,12%, indo para 14,46 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres (Euronext Liffe), o contrato de açúcar refinado com vencimento em Março/16 recuou 0,59% no mesmo período, fechando a semana a US$ 419,70/tonelada.

Já o Indicador de Açúcar Cristal ESALQ/BVMF referente ao produto posto no porto de Santos ou com custos equivalentes, sem impostos, cor Icumsa máxima de 150, que inclui vendas domésticas e para exportação, subiu 0,23% na semana, fechando a sexta-feira a R$ 81,63/saca 50 kg.

No mercado atacadista do estado de São Paulo, o Indicador de Cristal Empacotado fechou a R$ 9,2711/saca de 5 kg na sexta, reação de 0,61% sobre a quarta anterior (30). O açúcar refinado amorfo fechou a R$ 2,2114/saca de 1 kg, com alta de 1,45% no mesmo período.

No Nordeste, os preços do açúcar cristal tiveram forte alta, impulsionados pela demanda aquecida, após a volta das festas de final de ano. A oferta, no entanto, está menor, por conta da forte seca que atingiu as principais regiões produtores de cana-de-açúcar em 2015. Os preços firmes do açúcar no estado de Goiás, forte concorrente do mercado nordestino, também sustentaram o movimento de alta no Nordeste.

Quanto ao etanol, o Indicador semanal Cepea/Esalq do anidro combustível subiu 3,16% e o hidratado, 3,55% em relação à semana anterior. Frente ao açúcar cristal, que acumulou alta de 0,93% entre quarta e sexta-feira, cálculos do Cepea mostram que o açúcar remunerou 37,53% a mais que o anidro e 45,86% a mais que o hidratado.


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