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Açúcar: Mercado

São Martinho aposta em um final de safra fraco e melhores preços para o açúcar


NovaCana - 25 jun 2014 - 09:18

Apesar das indefinições em relação a safra de cana brasileira, o grupo São Martinho revelou que aposta em um potencial final da safra de cana fraco. Dessa maneira a empresa adiou os hedges do açúcar na expectativa de encontrar preços menores para a commodity.

No final de março, o grupo paulista, um dos maiores do país, diminuiu seus hedges para a safra de 2014-15, que começou em abril, de 83%, no ano passado, para 48%.

Veja a seguir as expectativas para a retomada nos preços do açúcar, as declarações da empresa e a posição dos analistas do Bradesco e Itaú sobre o resultado do grupo.


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Apesar das indefinições em relação a safra de cana brasileira, o grupo São Martinho revelou que aposta em um potencial final da safra de cana fraco. Dessa maneira a empresa adiou os hedges do açúcar na expectativa de encontrar preços menores para a commodity.

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O grupo São Martinho revelou que estava adiando hedges do açúcar na expectativa de encontrar preços menores para a commodity, já prevendo um potencial fim de colheita fraco para a atual safra de cana brasileira.

 

No final de março, o grupo paulista, um dos maiores do país, diminuiu seus hedges para a safra de 2014-15, que começou em abril, de 83%, no ano passado, para 48%. Fazer um hedge significa assumir um novo risco para compensar outro existente, o que é comum entre as empresas que buscam se proteger de oscilações bruscas na taxa de câmbio ou juros.

 

A queda reflete em parte as atividades financeiras da usina, incluindo a consolidação de seus volumes na unidade Santa Cruz, na qual a São Martinho aumentou sua participação acionária para 90%. A empresa não deu detalhes sobre as vendas de açúcar no mercado futuro.

 

Todavia, o grupo revelou que no futuro espera uma retomada nos preços do produto.

 

Por hora, os preços modestos do adoçante refletem “certa pressão” em relação à uma rápida colheita, a medida em que as usinas da região Centro-Sul, responsáveis por 90% da safra brasileira, “estão moendo em ritmo acelerado em função do clima muito seco”, disse Felipe Vicchiato, gerente de relacionamento com investidores do grupo São Martinho.

 

“No curto prazo, temos um grande volume de açúcar e as usinas têm que dar conta disso”.

 

Mesmo no final de março a São Martinho já havia feito hedges de proporções relativamente altas para conter os riscos do açúcar no curto prazo.

 

Possível retomada

De qualquer forma, os hedges feitos em relação aos contratos futuros de outubro foram 37% mais modestos que os volumes esperados, incluindo a cana “bought-in[LR1]  ”. Os hedges para março de 2015 correspondem a 17% dos contratos futuros.

 

“Acreditamos que poderá haver uma pressão no final da safra e (pode haver) uma retomada do açúcar”, Vicchiato disse aos investidores.

 

“Queremos aproveitar isso. No final, poderá haver alguma pressão e o açúcar poderia passar de 20 centavos de dólar a libra-peso”.

 

A São Martinho acredita que “ainda há incertezas” em relação a colheita da cana no Centro-Sul, que inclui o estado de São Paulo, onde a sucroalcooleira está baseada, e onde as plantações de cana sofreram uma seca no começo de 2014.

 

Analistas como o broker Marex Spectron alertaram sobre o potencial de uma ressaca na produção de cana do Centro-Sul em função da seca, enquanto a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) culpou a seca pela queda de 8,8% na produção da região nesta safra, com chances de coisas piores surgirem pela frente. 

 

A expectativa é que esta produção deficitária irá persistir e poderá crescer, “especialmente para a cana disponível para a colheita no último terço da temporada”, disse a Unica.

 

A São Martinho também assinalou a ameaça de um evento climático como o El Niño, que em geral causa secas na Ásia e afeta a produção na Tailândia, o segundo maior exportador de açúcar, e na Índia, o segundo maior produtor do produto, onde os monções (ventos típicos da Ásia) têm sido até agora não tão fortes.

 

Queda nos lucros

Os comentários de Vicchiato surgiram nesta semana durante a divulgação dos resultados financeiros da companhia, que mostraram uma retração de quase 50% no último trimestre de 2013, encerrado em 31 de março. O resultado é um reflexo dos custos da Usina Boa Vista, joint venture do grupo com a estatal Petrobras.

[Link 1 - http://www.novacana.com/n/industria/financeiro/lucro-sao-martinho-encolheu-subiu-2013-14-170614/ ]

 

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou 2,1% para R$147,5 milhões, enquanto as receitas cresceram 9,3% para R$459 milhões, sustentada por volumes e preços de etanol maiores.

 

De fato, o açúcar foi responsável por apenas 43% das receitas do grupo durante o trimestre, valor inferior aos 57% registrados no ano anterior.

 

Preço do açúcar com riscos ascendentes

Analistas do Bradesco disseram que o trimestre foi “fraco, principalmente em função de uma atividade de cogeração muito menor, e também por causa de despesas não-recorrentes relacionadas a arrendamentos, hedges e créditos fiscais”. O banco também disse que a São Martinho alcançou uma performance “boa” durante todo o ano fiscal.

 

O Bradesco refez a classificação das ações do grupo e estabeleceu um preço alvo de R$41.

 

Já o Itaú, que está revendo a classificação das ações da sucroalcooleira, afirmou que o trimestre foi  “rotineiro” para o grupo e disse que também viu “riscos ascendentes em relação aos preços do açúcar nos atuais níveis de negociação”.

 

“Os contratos da ICE Futures U.S. em Nova York indicam uma curva média de preços de 18,75 centavos de dólar a libra-peso na safra de 2014-15, valor 6% maior em relação à colheita anterior, a qual acreditamos ser conservadora considerando o potencial de falha na colheita do Brasil e na de outros grandes países exportadores no caso de um El Niño forte”.

 

Fonte: Agrimoney.com
Tradução e adaptação Leonardo Siqueira - novaCana.com


 [LR1] Não encontrei uma tradução adequada para este termo.


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