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Açúcar: Mercado

Açúcar: Turbulência na China renova viés de queda na ICE


Agência Estado - 28 jul 2015 - 10:46

Os futuros de açúcar demerara até tentaram ensaiar uma recuperação ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas não conseguiram sustentar os ganhos devido ao dólar ainda fortalecido ante o real. Os preços fecharam o dia perto da estabilidade e têm agora o viés de queda renovado em razão das turbulências enfrentadas pela China.

Nesta segunda-feira, a Bolsa de Xangai sofreu o maior tombo desde 2007, com o Índice Xangai Composto recuando 8,5%. Os temores são de que as autoridades em Pequim estejam retirando recentes medidas de apoio aos mercados locais. A tendência de baixa nos preços das commodities e por novos dados fracos da indústria da China também pressionaram.

No Brasil, houve reflexos. O dólar se manteve firme ante o real durante todo dia e acabou terminando em leve alta. A divisa fechou em R$ 3,3610 (+0,36%), maior marca desde 28 de março de 2003.

Esse câmbio, aliás, é apontado pelo Rabobank como um dos fatores a manter os futuros do açúcar pressionados também no terceiro trimestre de 2015. Aumento sazonal da oferta, demanda limitada em países como China e Indonésia e comercialização de estoques pela Tailândia também devem fazer com que os preços registrem média de 11,30 cents/lb no período. Segundo a instituição, uma recuperação pode ser observada no fim do ano devido a questões climáticas, como El Niño. Mesmo assim, o preço médio estimado pelo Rabobank para os meses de outubro, novembro e dezembro é de 12,60 cents/lb.

Do lado altista, o mercado atenta para chuvas durante o fim de semana em áreas produtoras de São Paulo. Os relatos, porém, dão conta de que as precipitações não foram fortes o suficiente para provocar grandes atrasos nos trabalhos de colheita, como ocorrido na primeira quinzena do mês. Para os próximos dias, a previsão é de tempo aberto em todo o Estado.

Nos gráficos, nenhuma alteração: suporte em 11,10 cents/lb e resistência nos 11,50 cents/lb.

Ontem, outubro fechou estável, em 11,24 cents/lb, com máxima no dia de 11,42 cents/lb (mais 18 pontos) e mínima de 11,17 cents/lb (menos 7 pontos). Março recuou 6 pontos (0,48%) e terminou em 12,51 cents/lb. O spread outubro/março variou de 133 para 127 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a segunda-feira em R$ 47,49/saca, baixa de 0,25% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 14,13/saca (-0,63%).

Conforme o centro de estudos, mesmo com a menor oferta nesta safra, os preços do cristal continuam a se enfraquecer no mercado paulista. "Representantes de usinas cederam nos valores pedidos, na tentativa de estimular a demanda que tem estado retraída. Além disso, a queda nos preços internacionais também influenciam os recuos domésticos", destacou o Cepea, em nota.

Quanto às paridades, de 20 a 24 de julho a remuneração com as vendas de açúcar no spot paulista foi 8,84% superior à obtida com as externas. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 48,01/saca, as cotações do contrato outubro equivaleriam a R$ 44,11/saca.


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