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Açúcar: Mercado

Futuros do açúcar devem manter tendência de baixa em Nova York


Agência Estado - 12 ago 2015 - 09:33

Apesar da leve alta registrada ontem dos contratos de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), a tendência ainda é de baixa dos preços futuros. Os bons resultados da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil e o fortalecimento do dólar ante outras moedas devem manter o mercado sob pressão negativa.

Segundo o analista da INTL FCStone João Paulo Botelho, a alta em Nova York representou apenas uma correção de indicadores técnicos, que estavam sobrevendidos. "Fundos e especuladores aproveitaram para realizar lucro", informa. "A tendência é o mercado continuar acompanhando o dólar", acrescenta.

A moeda norte-americana até subia no início da tarde, o que implicaria queda das commodities, cotadas na divisa dos Estados Unidos. O mercado do açúcar, porém, ignorou esse fator, concentrando atenção nas condições de desenvolvimento da colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do mundo.

O analista observa que a moagem na segunda quinzena de julho foi expressiva, alcançando cerca de 49,4 milhões de toneladas, um recorde. A atual quinzena também pode apresentar números positivos, por volta de 45 milhões de toneladas, considerando o clima seco, que favorece a colheita.

A Climatempo informa que uma "massa de ar seco mantém o tempo firme em grande parte de São Paulo", maior Estado produtor de cana, pelo menos até o fim da primeira quinzena de agosto. Chuvas pouco significativas só devem ocorrer no período na parte sul e costa do Estado.

O resultado disso é o aumento da oferta do produto, que o mercado físico não mostra condições de absorver. Conforme Botelho, as cotações internas recuam, com o prêmio caindo para entre 30 pontos a 35 pontos abaixo das cotações futuras em Nova York, para o primeiro vencimento.

Botelho salientou, ainda, que a decisão do Banco Central chinês de promover uma desvalorização de 1,9% do yuan, o maior ajuste em mais de duas décadas, deve trazer poucos reflexos para o mercado de açúcar. A China é importadora do produto mas, mesmo antes da desvalorização da moeda, o país já vinha limitando a entrada de açúcar estrangeiro, como forma de melhorar a remuneração dos produtores locais.

Os indicadores técnicos dos futuros de demerara sugerem suporte a 10,50 cents e 10,37 cents (fundo duplo). A resistência é de 11 cents.

O mercado de açúcar em Nova York trabalhou no terreno negativo em boa parte do pregão de ontem, mas acabou fechando em leve alta. O vencimento outubro subiu 5 pontos (0,47%), a 10,62 cents. A máxima foi de 10,71 cents (mais 14 pontos). A mínima bateu 10,37 cents (menos 20 pontos).

O indicador diário do açúcar, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), fechou ontem em R$ 46,26/saca, queda de 0,49%. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,22/saca (-1,93%).


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