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Açúcar: Mercado

Açúcar: Mercado monitora clima, gráficos e movimento do dólar


Agência Estado - 08 jul 2015 - 13:00

As condições climáticas e a maior fabricação de etanol pelas usinas no Centro-Sul do Brasil devem continuar a sustentar os contratos futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Ontem, porém, o mercado acabou encerrando em baixa, acompanhando a alta do dólar e corrigindo ganhos anteriores.

O dólar em alta em relação ao real tende a estimular a exportação de açúcar do Brasil, pressionando as cotações internacionais do produto. A moeda norte-americana fechou ontem em R$ 3,1830, o maior nível de fechamento desde 29 de maio deste ano.

Pelos indicadores técnicos, os futuros de demerara chegaram a bater ontem nova máxima a 12,69 cents, mas perderam força com a alta da divisa norte-americana. A resistência está em 12,79 cents, nível já alcançado em 2 de junho, segundo análise gráfica da Dow Jones. No curto prazo, os contratos têm se sustentado acima de 12,06 cents, o que é positivo. Outro suporte é 11,52 cents, valor atingido em 19 de junho.

Os fundos de investimento e os especuladores reduziram o saldo líquido vendido em açúcar na ICE na semana encerrada em 30 de junho, o que pode ter contribuído para pressionar as cotações. Esses participantes estavam com saldo líquido vendido de 69.149 lotes, em comparação com 100.279 lotes no dia 23 de junho, mostrou na segunda-feira relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC).

Apesar disso, a meteorologia prevê mais chuvas no Centro-Sul do Brasil, o que deve paralisar os trabalhos de colheita, por causa da dificuldade de entrada das máquinas nos canaviais. Segundo a Climatempo, até sábado (11), "áreas de instabilidade que se formam no interior do continente se deslocam para o oceano, trazendo muita chuva às regiões central e oeste de São Paulo", principal Estado produtor de cana-de-açúcar. O acumulado de água está estimado entre 70 mm e 90 mm.

A consultoria Hightower Report informou que a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve elevar a produção de etanol em 10% na atual safra 2015/16, o que implicaria menor fabricação de açúcar. Já a colheita de cana cairia em 1 milhão de toneladas, enquanto a produção de etanol subiria em 10%. A Unica deve divulgar dados de acompanhamento da safra nos próximos dias.

Ontem os futuros de demerara em Nova York fecharam em baixa de 1,2%, base outubro. O vencimento recuou 15 pontos, a 12,33 cents. A máxima foi de 12,69 cents (mais 21 pontos). A mínima bateu 12,19 cents (menos 29 pontos).

O indicador diário do açúcar, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), fechou ontem em R$ 47,84/saca, alta de 0,61%. Em dólar, o índice ficou em US$ 15,03/saca, (-0,46%).


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