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Açúcar: Mercado

Açúcar: Futuros na ICE encontram resistência em 11,50 cents/lb


Agência Estado - 22 jul 2015 - 09:02

Os futuros de açúcar demerara voltaram a cair ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e agora já acumulam cinco pregões consecutivos de perdas. Durante o dia, os preços até passaram pela correção prevista por participantes, mas não conseguiram se sustentar acima dos 11,50 cents por libra-peso, resistência que se mostra bem firme para o mercado.

Sem grandes novidades nos fundamentos, as cotações começam a oscilar mais ao sabor de indicadores gráficos. Para além do teto de 11,50 cents/lb, há outro em torno de 11,70 cents/lb - a máxima de ontem foi em 11,72 cents/lb. Para baixo, nenhuma alteração: suporte inicial em 11,35 cents/lb e, depois, em 11,10 cents/lb.

O fato é que, por ora, há pouco espaço para ganhos expressivos na ICE Futures US. Dólar fortalecido, tempo aberto no Centro-Sul do Brasil e demanda enfraquecida pressionam as cotações. Para analistas, uma recuperação de preços só deve ser observada no ano que vem, quando o mundo, possivelmente, entrará em um ciclo de déficit. A Datagro, por exemplo, estima demanda 1,43 milhão de toneladas maior que a oferta na temporada global 2015/16, que se inicia em outubro.

Ontem, outubro caiu 2 pontos (0,17%) e encerrou em 11,42 cents/lb, com máxima no dia de 11,72 cents/lb (mais 28 pontos) e mínima de 11,38 cents/lb (menos 6 pontos). Março também recuou 2 pontos (0,15%) e terminou em 12,90 cents/lb. O spread outubro/março permanece em 148 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 49 para 44 na semana encerrada na quarta-feira da semana passada (15), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 9 de agosto.

Foi agendado o carregamento de 1,55 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 1,07 milhão de t, ou 69% do total. Paranaguá responderá por 25% (392,10 mil t); Maceió, por 4% (67,06 mil t); e Recife, por 2% (21 mil t).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a terça-feira em R$ 48,36/saca, baixa de 0,31% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 15,27/saca (+0,66%).


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