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Açúcar: Mercado

Açúcar: Dólar ofusca dados da safra e ICE permanece perto de 11,50 cents/lb


Agência Estado - 24 jul 2015 - 09:47

O relatório de safra divulgado ontem pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) veio dentro das expectativas e foi considerado altista pelo mercado. A apreciação do dólar ante o real, entretanto, ofuscou o suporte gerado pelos números. Tanto é que os futuros de demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) não conseguiram se afastar muito da resistência de 11,50 cents por libra-peso, patamar que deve continuar no radar dos participantes nesta sexta-feira.

Conforme a Unica, as chuvas em excesso na primeira quinzena de julho fizeram com que a moagem de cana no Centro-Sul caísse quase 30% no período, para 29,26 milhões de toneladas, levando junto a produção de açúcar, que recuou expressivos 43,45%, para 1,44 milhão de toneladas. No acumulado da safra 2015/16, a fabricação do alimento registra queda de aproximadamente 17%, com 10,70 milhões de toneladas.

De acordo com a entidade, os Estados mais afetados pelas precipitações em julho foram mesmo São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. E em virtude disso, a própria Unica já considera uma revisão para baixo de suas estimativas. "Caso o clima mais chuvoso persista nas próximas quinzenas, a dificuldade de operacionalização da colheita e a piora na qualidade da matéria-prima poderão levar a uma safra menor do que aquela inicialmente prevista, mesmo assumindo um período de moagem mais longo do que o normal", afirmou o diretor técnico Antonio de Padua Rodrigues.

O relatório de ontem ainda apresentou outras informações construtivas para os futuros de demerara. O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) continua inferior ao do ano passado e as usinas direcionam cada vez mais cana para fabricação de etanol. No acumulado de 2015/16, o mix em favor do biocombustível alcança 60,08%, a maior desde a safra 2008/09.

Todas essas informações, porém, não foram "páreo" para o dólar. A redução da meta fiscal para 2015 impulsionou a divisa ontem, que quase bateu em R$ 3,30, fechando em R$ 3,2910 (+1,98%), maior nível desde março.

A tendência é de que a moeda norte-americana continue fortalecida, de modo que os futuros têm pouco espaço para ir além dos 11,50 cents/lb. O patamar voltou a ser o suporte inicial, seguido pelos 11,35 cents/lb. Para cima, a primeira resistência aparece em 11,70 cents/lb.

Ontem, outubro subiu 13 pontos (1,14%) e encerrou em 11,51 cents/lb, com máxima no dia de 11,55 cents/lb (mais 17 pontos) e mínima de 11,35 cents/lb (menos 3 pontos). Março avançou 3 pontos (0,23%) e terminou em 12,83 cents/lb. O spread outubro/março variou de 142 para 132 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

A valorização mais consistente de outubro perante os demais contratos mostra que o mercado já precifica uma menor entrega contra esta tela, em virtude justamente da menor produção no Brasil para suprir a oferta de curto prazo.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 47,69/saca, baixa de 0,44% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 14,49/saca (-2,36%).


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