Açúcar: Exportação

Prêmio do açúcar cristal exportado chega ao menor nível já registrado pela Platts

Adoçante vendido em contêineres foi avaliado em US$ 353,42/t; diferença em relação às exportações negociadas na ICE é de US$ 30/t


S&P Global Platts - 20 out 2020 - 10:38 - Última atualização em: 20 out 2020 - 13:40

Por Nicolle Monteiro de Castro*

O prêmio do açúcar cristal brasileiro para exportação em contêineres despencou para o seu nível mais baixo desde que a S&P Global Platts começou a publicar esta avaliação, em 2014.

Em 19 de outubro, a Platts avaliou o açúcar cristal (icumsa 150) com o prêmio de US$ 30/t. Este valor se refere à diferença entre o preço do adoçante comercializado em contêineres que será enviado em novembro e o do contrato futuro de açúcar negociado na ICE, com vencimento em março. Conforme a Platts, houve uma queda semanal de US$ 4/t no indicador, além de um declínio de US$ 12/t na comparação anual.

Apesar das reduções, o preço do açúcar cristal está em uma trajetória ascendente desde 15 de setembro. O valor é calculado pela Platts considerando o contrato futuro negociado na ICE às 16h30 (horário de Londres).

Segundo a Platts, o preço do açúcar cristal brasileiro em 19 de outubro foi avaliado em US$ 353,418/t. Este é o maior valor desde 5 de março, quando a cotação era de US$ 358,242/t. Como referência, na mesma data, a Platts avaliou o prêmio do açúcar cristal em US$ 61,50/t.

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{viewonly=registered,special}Por Nicolle Monteiro de Castro*

O prêmio do açúcar cristal brasileiro para exportação em contêineres despencou para o seu nível mais baixo desde que a S&P Global Platts começou a publicar esta avaliação, em 2014.

Em 19 de outubro, a Platts avaliou o açúcar cristal (icumsa 150) com o prêmio de US$ 30/t. Este valor se refere à diferença entre o preço do adoçante comercializado em contêineres que será enviado em novembro e o do contrato futuro de açúcar negociado na ICE, com vencimento em março. Conforme a Platts, houve uma queda semanal de US$ 4/t no indicador, além de um declínio de US$ 12/t na comparação anual.

Apesar das reduções, o preço do açúcar cristal está em uma trajetória ascendente desde 15 de setembro. O valor é calculado pela Platts considerando o contrato futuro negociado na ICE às 16h30 (horário de Londres).

Segundo a Platts, o preço do açúcar cristal brasileiro em 19 de outubro foi avaliado em US$ 353,418/t. Este é o maior valor desde 5 de março, quando a cotação era de US$ 358,242/t. Como referência, na mesma data, a Platts avaliou o prêmio do açúcar cristal em US$ 61,50/t.

A justificativa dada para boa parte da queda no prêmio foi de que esta seria uma resposta dos compradores finais, que estão tentando compensar parte do aumento no contrato futuro da ICE, o que os leva a reduzir os prêmios para entregas físicas.

Desde que o contrato futuro da ICE com vencimento outubro expirou, em 30 de setembro, o prêmio do açúcar branco caiu 10%, de US$ 87,16/t para US$ 78,46/t, em 19 de outubro.

Agora, a expectativa é que um prêmio menor para o açúcar branco diminua a demanda do bruto nas refinarias e, também, o apetite de compra do cristal.

Fontes consultadas pela Platts sugeriram que a forte desvalorização do real brasileiro em relação ao dólar norte-americano poderia ter influenciado o prêmio do açúcar branco. No entanto, os dados não suportam essa conclusão.

Em 19 de outubro, o prêmio do açúcar branco em reais foi de R$ 438,11/t, o que representa uma queda de 10,5% em relação a 30 de setembro, ou seja, exatamente a mesma variação percentual de quando se considera o dólar.

Assim, na ausência de algum sinal de alta que poderia suportar a demanda do açúcar cristal brasileiro, os prêmios podem continuar a compensar o aumento visto nos contratos futuros da ICE, justamente com o objetivo de atrair demanda.

* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts

Com tradução novaCana.com