Açúcar: Exportação

China não tem pressa de comprar açúcar apesar de correção de preço, diz analista


Reuters - 12 jan 2022 - 15:03

As importações chinesas de açúcar permanecerão baixas e bem abaixo dos níveis do ano passado, apesar da recente fraqueza nos contratos futuros da commodity, já que os preços do adoçante na China caíram e o frete marítimo continua elevado, disse a consultoria de açúcar CovrigAnalytics.

“A queda nos preços domésticos chineses não é surpreendente, pois a produção doméstica está aumentando e, sazonalmente, deve atingir um pico no final de janeiro”, aponta relatório. “Além disso, a China já importou volumes significativos de açúcar em 2020/21 (perto de 6,7 milhões de toneladas – 83,5% brutos) e muito acima do déficit estrutural anual existente de cerca de 4,8 a 5 milhões de toneladas”, completa.

Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE caíram na segunda-feira para 17,6 centavos de dólar por libra-peso, o menor nível em mais de cinco meses, em meio a chuvas no Brasil e ampla produção na Índia e na Tailândia. Os preços se recuperaram parcialmente na quarta-feira.

A CovrigAnalytics disse que durante a temporada de produção de açúcar, de outubro de 2020 a setembro de 2021, a China importou 2,2 milhões de toneladas a mais do que precisava e o país não tem pressa em comprar.

A China está entre os três maiores importadores globais de açúcar, junto com a Indonésia e os Estados Unidos.

Marcelo Teixeira


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail