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Açúcar: Exportação

Cade analisa joint venture entre Raízen Energia e Wilmar


Reuters - 04 jan 2016 - 08:52

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está avaliando acordo envolvendo a Raízen Energia e a trading internacional Wilmar Sugar para a formação de uma joint venture na negociação de açúcar, segundo publicação no Diário Oficial da União nesta quarta-feira.

De acordo com documento enviado ao Cade, a operação envolve a formação de uma empresa entre Raízen, a maior produtora individual de açúcar do Brasil, e Wilmar para a exportação de açúcar VHP brasileiro.

Atualmente, a Raízen estabelece um contrato de fornecimento com as tradings, com destaque para a Wilmar e a Sucden, para entregar açúcar no Porto de Santos através da Rumo, principalmente, enquanto a Wilmar adquire o açúcar no modelo “free on board” (FOB). Com a formação da joint venture, a entrega do açúcar da Raízen seria exclusivamente para a Wilmar, sem necessidade de um contrato.

"A relação de fornecimento de açúcar existente entre Raízen e Wilmar, que atualmente se dá por meio de contratos comerciais de compra e venda de açúcar, seria fortalecida por meio desta associação societária entre as partes", afirmou o documento.

As empresas explicaram que a operação resultaria principalmente no reforço de uma integração vertical pré-existente envolvendo o açúcar produzido ou originado no Brasil, segmento em que principalmente a Raízen atua, e a atividade de exportação (trading, aquisição de açúcar originado no país para venda no exterior) desse produto, em que a Wilmar atua.

A nova empresa também deve estudar oportunidades para o desenvolvimento de negócios na área de logística para exportação de açúcar, conforme documentos entregues ao Cade. O ato de concentração entrou no conselho em 26 de novembro.

Ao Cade, as empresas ressaltaram ainda que a estrutura do acordo não acarreta na concentração horizontal de nenhuma natureza e é incapaz de gerar qualquer tipo de preocupação concorrencial nos mercados.

Procurada para comentar o assunto, a Raízen, uma joint venture entre a Cosan e a anglo-holandesa Shell, não pôde comentar o assunto imediatamente.

A Wilmar respondeu na safra de 2014/15 atualmente por 13,66% da exportação de açúcar a partir do Centro­Sul do Brasil, segundo dados levantados a partir da agência Williams. Só no Porto de Santos, sua participação na temporada passada foi de 15,19%.

Com informações adicionais do Valor Econômico

Publicada originalmente em 23/12/2015 pelo Estado de S. Paulo e Valor Econômico

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