Milho

Preços do milho recuam na B3 com avanço da colheita

Cotações ganham força em Chicago ao longo do dia com previsão do clima, fechando o dia em alta


Notícias Agrícolas - 10 jun 2021 - 07:20

A quarta-feira, 9, chega ao final com os preços do milho levemente mais baixos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas valorizações foram percebidas em Palma Sola (SC).

Já as desvalorizações apareceram somente nas praças de Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Cândido Mota (SP).

Confirme a análise da Agrifatto Consultoria, “a ligeira redução dos preços da saca do milho em Campinas (SP), para R$ 97, sinaliza melhora da oferta do milho no mercado interno”.

Para a Safras & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve registrar movimentação calma nos negócios. “Os consumidores seguem cautelosos, aguardando um novo movimento de queda nos preços para avançar nas intenções de compra do cereal”, diz a consultoria.

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, foi notável que o mercado está travado e que é inexpressivo o fluxo de negócios. “Em São Paulo há indícios de retração dos preços em um ambiente de melhor oferta, mas no restante do país temos poucas mudanças. O que o consumidor mais quer é empurrar os estoques até a entrada da safrinha, por mais que haja quebra, vai haver algum alívio na comparação com nosso momento atual”, afirma.

B3

Os preços futuros do milho fecharam a quarta-feira operando em campo misto na bolsa brasileira B3, mas mantendo os recuos para os primeiros contratos. As principais cotações registraram movimentações entre 0,88% negativo e 0,30% positivo ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 93,81 com desvalorização de 0,88%; o setembro de 2021 valeu R$ 96,50 com queda de 0,57%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 97,70 com perda de 0,66%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 100,15 com alta de 0,30%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a pressão que está presente na B3 neste momento é em função da colheita da safrinha e das chuvas dos últimos dias, que esfriaram os ânimos do mercado, mesmo que as precipitações cheguem tardiamente.

“A grande questão é o porto, que paga no máximo R$ 84. O Brasil precisa exportar parte do milho que vai colher, mas nesse patamar dá liquidação de exportação porque internamente ainda está pagando bem mais. A tendência é acomodar as posições da B3, mas sem espaço para baixas porque os fundamentos do milho ainda estão muito bons”, afirma.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) registrou quedas durante boa parte do dia, mas encerrou a quarta-feira subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,25 e 10,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,90 com valorização de 10,75 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 6,32 com elevação de 4 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 6,09 com ganho de 0,25 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 6,15 com alta de 1 ponto.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,47% para o julho de 2021; de 0,64% para o setembro de 2021; e de 0,16% para o março de 2022, além de estabilidade para o dezembro de 2021.

Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho foram firmes, com os ganhos nos contratos próximos ultrapassando a força nas ofertas diferidas. Os futuros de milho se recuperaram de suas baixas da sessão, já que novas previsões do tempo para o Meio-Oeste dos Estados Unidos mostraram menos chuva do que as previsões anteriores.

“Durante o resto de junho, negociaremos todas as previsões do tempo. Estava mais úmido durante a noite e ao meio-dia está começando a ficar um pouco mais seco de novo”, disse o presidente da Midwest Market Solutions, Brian Hoops.

A publicação aponta ainda que a atenção do mercado está se voltando para as perspectivas de oferta e demanda mundiais mensais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quinta-feira, com os analistas em média esperando que a agência corte suas projeções para os estoques de milho dos EUA, em um cenário de forte demanda chinesa e safra de milho do Brasil afetada pela seca.

Guilherme Dorigatti

Tags: Milho

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