Maior encontro sucroenergético do mundo, Fenasucro & Agrocana terá novidades em 2018

Oportunidades de negócios e networking, app exclusivo, espaço para troca de conhecimento nos dias de evento e foco em logística estão entre os destaques deste ano

Se você precisasse estruturar uma usina sucroenergética inteira do zero, por onde começaria? Segundo o gerente de produto da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, a feira é o único lugar em que é possível entrar com a ideia e sair com a usina negociada. O evento, que acontece em Sertãozinho (SP) de 21 a 24 de agosto, atrai os principais decisores e fornecedores do mercado sucroenergético do Brasil e do mundo.

Os números respaldam essa afirmação. Na última edição, comemorativa dos 25 anos, a feira recebeu 37 mil visitantes em 70 mil m² de exposição, movimentando mais de R$ 3,1 bilhões em negócios gerados. Foram mil marcas nacionais e internacionais, que expuseram três mil produtos.

Para a edição deste ano, que acontece entre 21 e 24 de agosto no Centro de Eventos Zanini, de Sertãozinho (SP), a estimativa é de um crescimento de cerca de 8% em relação a 2017. O principal motivo deste aumento está nos incentivos ao setor oferecidos por novas políticas de valorização do etanol e dos biocombustíveis em geral.

“Com políticas justas e de longo prazo, há um investimento maior para usinas que precisam de revitalização”, afirma Montabone, que explica: “O crédito de carbono não existe hoje para o produtor rural. A partir do momento em que isso vira benefício financeiro, a tendência é investir mais nos canaviais e fazer render mais”.

“Desde o Proálcool, os governos não tomavam nenhuma atitude prolongada para a matriz energética do Brasil. Com o RenovaBio, passa a ser muito mais fácil para o empresário enxergar o investimento a longo prazo”, Paulo Montabone

Essa movimentação do setor faz com que as previsões sejam positivas também em relação ao volume de negócios projetados para essa edição: a expectativa é de que o movimento financeiro cresça 7% em relação ao ano passado, chegando a R$ 4 bilhões. E os indicadores que apontam para esta meta são os próprios participantes da feira.

De acordo com pesquisas de opinião realizadas com o público credenciado, 67% dos frequentadores da Fenasucro & Agrocana não participam de outros eventos do tipo e 70% são players que decidem, recomendam ou planejam dentro de suas empresas. Além disso, 42% dos pré-credenciados possuem cargos de presidentes, sócio-proprietários, vice-presidentes ou diretores e 59% dos frequentadores chegam na feira com verba disponível.

fenasucro 2018 numeros

Para atender a este público altamente qualificado, a organização da Fenasucro & Agrocana aposta em infraestrutura, tecnologia e conhecimento. “Os grandes destaques desta edição são o aumento das horas de conteúdo e uma infraestrutura ainda mais completa do que a do ano passado, sem filas, com corredores cobertos para deslocamento entre um pavilhão e outro, pavilhões com ar condicionando e integração em ambiente digital”, diz Montabone.

Ele se refere ao aplicativo Fenasucro 2018, que será disponibilizado em breve para os credenciados – via App Store e Google Play – e que permitirá não apenas a consulta de informações sobre o evento, mas também a interação com outros usuários e participantes. “O app vai ser mais uma facilidade e um recurso para os credenciados que, antes mesmo da feira, já poderão ter uma experiência customizada e não vão perder tempo para fazer bons negócios”.

Na pauta do evento, alguns temas ganharão destaque: os desafios do setor sucroalcooleiro para os próximos anos, os desdobramentos do RenovaBio, a bioenergia em um contexto global, as tendências mundiais de geração de energia e os caminhos para uma total recuperação do mercado de etanol.

“O mercado vivencia um momento único e o que percebemos dentro da Fenasucro é que os tipos de produtos, a cogeração e até mesmo a fábrica de açúcar têm que se moldar às novas tendências mundiais. Temos produtos como o açúcar orgânico vindo com muita força e, para isso, você precisa se precaver de muitas coisas”, aponta o gerente.

A vez da bioenergia e a consolidação da eficiência do etanol

De acordo com a Resenha Energética Brasileira 2018, publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a oferta de energias renováveis no ano passado foi de 43,2% da matriz energética brasileira, com os derivados de cana-de-açúcar representando 17,4% do total – 12,5% para o bagaço de cana e 4,9% para o etanol. Considerando só as energias renováveis, a cana-de-açúcar representou 40,3% da oferta nacional.

fenasucro 2018 renovaveis

De acordo com os números do MME, a produção de etanol vivenciou uma queda de 2,1% na comparação com 2016. Contudo, isso foi o resultado de uma mudança no mix de produção das usinas, com o açúcar registrando uma boa taxa de crescimento da produção (5,7%). Desta forma, o setor manteve equilibrado o desempenho dos derivados da cana.

O documento ainda ressalta que o Brasil é um dos países com maior presença de bioenergia líquida na matriz de transportes. Em 2017, a participação de etanol e biodiesel ficou em 19,8% – para referência, em 1973, esse número era de apenas 1%. Nos demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), este dado ainda permanece em 4,3%.

Para o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do MME, Eduardo Azevedo Rodrigues, o crescimento da bioenergia e dos biocombustíveis é um caminho sem volta. “O biocombustível já é presente, hoje já temos um diesel com participação prevista de 10% de óleo. Pensando em gasolina, ela também já tem participação do etanol, e o próprio etanol para veículos tem uma parcela importante de mercado”.

O secretário será um dos palestrantes da Fenasucro & Agrocana 2018, onde deve tratar justamente sobre o papel da bioenergia dentro de contextos nacionais e internacionais. “O objetivo da minha fala vai ser contar um pouco como é feito o planejamento energético, quais são os critérios para inserir fonte de energia, geração distribuída e sinergias que a bioenergia traz consigo”, explica.

Segundo o gerente de produto do evento, Paulo Montabone, a feira tem acompanhado um sinal verde cada vez mais presente para os biocombustíveis a nível global e o principal motivo é a crescente preocupação ecológica. “A conscientização ambiental é muito mais forte do que antigamente. Isso fez com que nossas indústrias tivessem, por parte dos consumidores, uma visão diferente do que vinha tendo”, afirma.

fenasucro 2018 paulo montabone

Foi a necessidade de se reinventar, de acordo com ele, que impulsionou as empresas a se atualizarem e inovarem. O resultado é um mercado que pode ser visto como uma grande alternativa para geração de energia no planeta.

“Com a crise, o setor se fortaleceu porque buscou alternativas. Hoje, temos cana de três metros e subprodutos que não se faziam antigamente, novas tecnologias e produtos cada vez mais em conta”, acredita e detalha: “Empresas fornecedoras de equipamentos tiveram que ter resiliência para atender o consumidor com produtos melhores e mais baratos”.

Entre as grandes inovações do mercado – e na qual Montabone enxerga uma grande oportunidade para o setor sucroenergético – estão aspectos resultantes da troca de experiências entre os produtores de etanol de cana-de-açúcar e os do etanol de milho, vindos principalmente dos Estados Unidos.

“Esta troca entre Brasil e EUA está cada vez mais forte. Isso vai dar uma força muito grande para que tenhamos uma matriz energética sustentável global, que hoje não existe. Nosso sonho, como Fenasucro & Agrocana, é que os produtores de etanol tenham como meta impactar a indústria globalmente”, idealiza.

“A crise do setor fez com que se reimaginasse tudo isso. Foi preciso empregar novas tecnologias, melhorar a eficiência e diminuir o custo. Quem ganha com isso é o consumidor final”, Paulo Montabone

Segundo ele, essa meta é fruto de um amadurecimento social, no qual o consumidor final começa a fazer questão de produtos que preservam o meio ambiente tanto para alimentação quanto em outras áreas.

“A utilização de combustíveis fósseis está com os dias contados e o etanol tem potencial de assumir, junto com o biodiesel, o papel de alternativa mais viável”, afirma e garante: “Nossa indústria tem um apelo ambiental muito maior do que a de outros países para se posicionar neste sentido. Se o Brasil caminhar direito, rumaremos rápido para ter uma futura commodity nas mãos”.

Para que isso aconteça, ele acredita que as indústrias precisam de espaços de interação com sujeitos detentores do conhecimento e de um networking – e é justamente neste ponto que eventos como a Fenasucro & Agrocana podem contribuir. “A Fenasucro tem um compromisso com a sociedade sucroenergética de atualizar o setor anualmente, tanto em bioenergia como cogeração de eletricidade, fabricação de açúcar, etanol e subprodutos”, diz.

Galeria de fotos: Fenasucro & Agrocana – público e estrutura em evidência

Fenasucro

Mercado de conhecimento

De acordo com a pesquisa de opinião realizada pela Fenasucro & Agrocana com o público credenciado, o compartilhamento de informações é um dos destaques da programação. Os visitantes recomendam o evento porque ele apresenta conteúdo, tem a presença dos maiores players do mercado e é a principal vitrine do setor.

Durante os quatro dias, os cerca de cinco mil congressistas esperados terão acesso a várias horas de palestras, oficinas, seminários e visitas técnicas. “A vocação da feira passa a ser uma atualização profissional do setor”, explica Montabone. “Anualmente, as indústrias que querem se preparar passam pelo evento como funil de oportunidades e conhecimento e, ali, nessa vitrine de produtos e equipamentos para toda a cadeia produtiva, já se programam para se atualizar para o ano seguinte”.

Para organização da feira, enfoque em conhecimento é uma tendência internacional fenasucro 2018 palestra1

A Reed Exhibitions, companhia que assina a organização, afirma que a Fenasucro & Agrocana vai de encontro a uma tendência no universo de eventos do gênero de porte internacional. A empresa, que atua em 43 países e em diferentes setores da economia, aponta que em todos observa que o futuro dos eventos envolve conteúdo, troca de experiências, formação profissional e educação.

Nestes quesitos, nenhum país oferece mais know-how do que o Brasil. “Aqui, em Sertãozinho, atualiza-se em 24 horas uma turbina que pode levar cinco anos para atualizar em um país com menos experiência”, afirma, acrescentando: “Em uma multinacional que não está vivendo a experiencia in loco, a atualização demora mais. Por isso, o Brasil é protagonista, é detentor de tecnologia, temos os nossos palestrantes servindo e atualizando todo esse mercado, somos uma feira que importa visitantes, não palestrantes”.

Conteúdos técnicos e programação

Entre os destaques na programação de conteúdo da feira estão as palestras e seminários dos pavilhões Agrícola e Industrial. O primeiro vai sediar a 7ª Conferência de Abertura da Fenasucro & Agrocana e receberá eventos como o II Fórum de Produtores de Agroenergia e o 18º Encontro de Produtores de Cana. O segundo, nesta edição, dará destaque para as interrelações da bioenergia em diferentes contextos.

Na programação estão mesas como “A bioeletricidade na matriz energética brasileira”, que será comandada pelo Ministério de Minas e Energia; “O RenovaBio e a bioeletricidade”, pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica); “Contribuição do biogás/biometano no âmbito do RenovaBio”, pela Associação Brasileira de Biogas e Biometano (Abiogás); entre outras.

“Entendemos que há um potencial enorme na cana-de-açúcar e a integração do biogás com a indústria de etanol faz sentido porque pode produzir mais energia elétrica, reduzir custo e melhorar a pegada de carbono do etanol. Ao fazer isso dentro do contexto do RenovaBio, podemos produzir mais energia renovável”, acredita Alessandro Gardemann, presidente da Abiogás e um dos convidados para palestrar na Fenasucro & Agrocana 2018.

“O potencial brasileiro graças à cana-de-açúcar é significativamente maior que o de outros países. Temos possibilidades, tecnologias e cases de sucesso que reafirmam isso. A Fenasucro é uma grande referência e tem a credibilidade necessária para ajudar a disseminar a importância destes temas”, Alessandro Gardemann (Abiogás)

O Auditório Zanini, por sua vez, recebe o IV CONGRESSO de Automação ISA_Estudantil, da International Society of Automation, entre outros eventos. Já o Senai promoverá visitas técnicas às instalações, o que inclui uma planta de etanol, além de palestra sobre as principais ações desenvolvidas em Sertãozinho.

Fenasucro & Agrocana terá palestras simultâneas em três auditórios fenasucro 2018

Transporte & Logística em foco

Nos últimos anos, a logística se tornou um dos termos mais importantes dentro do setor sucroenergético. É por isso que este é um dos segmentos-chave da Fenasucro & Agrocana de 2018.

Segundo o gerente de produto do evento, “esta nova fase do setor sucroenergético demonstra mais coerência no norte do setor”, o que implica um crescimento orgânico das usinas. Para oferecer aos participantes usineiros acesso ao que há de mais moderno envolvendo transporte e logística, a feira vai inovar com dois novos espaços neste ano.

O primeiro reunirá as principais montadoras de caminhões em um mesmo espaço, onde o congressista poderá acompanhar as principais novidades do mercado automotivo. Entre as marcas já confirmadas estão Mercedes-Benz do Brasil, Ford Caminhões e Volkswagen Caminhões e Ônibus.

O segundo é o pavilhão Agrotec, um novo espaço voltado à exposição de produtos específicos para as áreas industrial e agrícola. É por meio deste pavilhão que os participantes terão acesso à Agrocana, onde acontecerão eventos como a etapa de Sertãozinho do Agrocana Road Show.

Serviço

26ª Fenasucro & Agrocana
Informações e credenciamento: www.fenasucro.com.br
Data: 21 a 24 de agosto de 2018
Horário: Das 13h às 20h
Local: Centro de Eventos Zanini
Endereço: Marginal João Olézio Marques, 3.563 – Chácaras Recreio Planalto – Sertãozinho-SP

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