novaCana.com

Qua23042014

    Lembrar | Esqueceu a senha? Não é assinante? Assine já!
Back Usina Bazan: experiência contra turbulências

Usina Bazan: experiência contra turbulências

O setor sucroalcooleiro brasileiro deve colher a maior safra de cana-de-açúcar de sua história, algo em torno de 600 milhões de toneladas, na temporada que se iniciou em setembro (2013/2014). Além do incremento de 10% em relação à safra anterior, quando o País colheu 532 milhões de toneladas, essa projeção reforça a expectativa de recuperação do setor. Afinal, nos últimos dois anos, mais de 50 usinas de pequeno e médio porte encerraram suas atividades, sufocadas por um forte endividamento.

Segundo Antonio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), 2011 e 2012 foram anos complicados para o setor, que enfrentou uma tempestade perfeita: problemas técnicos no campo, climáticos e de falta de competitividade no mercado de combustíveis. "Foi um período complicado para usinas de pequeno e médio porte", diz Pádua Rodrigues. "As que não fecharam acabaram tendo grandes prejuízos." Nesse cenário desfavorável, o Grupo Bazan, um dos mais tradicionais do País, fundado em 1942 no município de Pontal (SP), vencedor do ranking setorial da Isto É Dinheiro AS MELHORES DO MIDDLE MARKET, conseguiu operar praticamente incólume.

Com capacidade de processar 7 milhões de toneladas de cana por ano, o grupo mostrou quanto vale a experiência e fechou 2012 com uma receita líquida da ordem de R$ 394 milhões, queda de apenas 2,7% na comparação com os R$ 405 milhões da temporada anterior. Num período em que tanta gente fechou o balanço no vermelho, o grupo obteve um lucro de R$ 15,1 milhões. Em entrevista recente, Ângelo Bazan, presidente da empresa, afirmou que o segredo para evitar prejuízos é manter os custos baixos.

Com isso, a maior preocupação do grupo é em relação à gestão de seus ativos industriais e de seus canaviais próprios. Para ele, são de fundamental importância a manutenção e o investimento na modernização, tanto no campo quanto dentro da usina. Segundo Pádua, antes da mecanização dos canaviais, movimento intensificado a partir de 2010, 70% dos custos para produção de um quilo de açúcar e um litro de etanol vinham do campo. Hoje, com as máquinas e seus operadores, os custos no campo caíram para 50%.

"Com as margens apertadas, sem esse cuidado no campo, as usinas teriam prejuízos em vez de lucro", diz Pádua Rodrigues, da Unica. A experiência está na raiz do grupo. Fundada inicialmente como produtora exclusiva de aguardente, a usina só resolveu apostar no etanol com a chegada do Proálcool, em meados dos anos 1980. Na década seguinte, com a leve derrocada nas vendas de carros movidos a álcool, o grupo inaugurou uma unidade para a produção de açúcar, com o objetivo de reduzir custos e os riscos financeiros da atividade. Por fim, em 2002, o grupo adquiriu a Usina Bela Vista, também de Pontal, ampliando a produção de adoçantes e açúcar.

ranking-bazan-161213

Daniel POPOV
Leia também

Adicionar comentário


Tudo sobre etanol, cana, açúcar e cogeração