Benefício de investimento em usinas não deve ser no curto prazo, diz Cofco

Os benefícios dos recentes investimentos de empresas no Brasil para o aumento da capacidade de produção das usinas de cana-de-açúcar não devem ser sentidos no curto prazo, disse Marcelo de Andrade, presidente global Cofco Agri, estatal chinesa do setor agro. A própria Cofco investiu para aprimorar o processo de cristalização em uma de suas usinas no Brasil, projeto que acabou sendo entregue com dois meses de atraso, segundo disse Andrade, durante conferência do setor em Dubai.

Ele explicou que os altos preços do açúcar incentivaram investimentos por parte de grandes empresas, deixando os fornecedores relativamente despreparados para atender a tanta demanda. Andrade defendeu que todos esses projetos não devem ser convertidos em potencial de produção pelo menos até a safra de 2018/19.

Ainda sobre o mercado de açúcar nacional, Jeremy Austin, diretor da filial da trading Sucden no Brasil, disse que uma grande colheita neste ano vai testar a infraestrutura de transporte do Brasil. O maior gargalo vai ser no fim do ano, quando o alimento deve disputar espaço nos caminhos e trens com outras commodities. "Os custos de se transportar o açúcar até os navios vão variar um pouco", disse Austin. Tanto Austin quanto Andrade esperam que o sistema ferroviário passe por uma sobrecarga neste ano.

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