Priorizando açúcar, Biosev lucra R$ 42,8 milhões no 3º tri de 2016/17; no acumulado, prejuízo é de R$ 96 milhões

A Biosev divulgou um resultado líquido de R$ 42,8 milhões no terceiro trimestre da safra 2016/17, de outubro a dezembro de 2016. Ainda assim, no acumulado da safra, o prejuízo é de R$ 96,2 milhões.

No terceiro trimestre da temporada atual, a sucroalcooleira atingiu uma moagem de 7,9 milhões de toneladas, um valor 0,7% menor que o visto em 2015/16. Desse número, destaca-se o aumento da cana oriunda de canaviais próprios, que passou a representar 73,8% do total – em detrimento dos 66,2% vistos na safra passada.

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No total da safra, a Biosev já moeu 29,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de 2% na comparação com 2015/16. Para o próximo trimestre, o crescimento desse número dependerá apenas das usinas da região Norte-Nordeste, uma vez que as unidades do Centro-Sul já paralisaram as atividades, devendo retomar a moagem apenas em março.

Em seu relatório trimestral, a Biosev também destacou o aumento da produtividade agrícola. Considerando todo o canavial, ela aumentou 3,2% no trimestre, indo para 73,4 ton/ha. O resultado, contudo, está abaixo da média da safra, de 79,5 ton/ha. Por região, a empresa destaca o acumulado de 83,3 ton/ha (+9%) em Ribeirão Preto e de 83,6 ton/ha (+11%) em Lagoa da Prata.

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Por sua vez, o índice do ATR foi positivo no trimestre, alcançando 133,7 kg/ton (+2,4%), com Ribeirão Preto atingindo 135,3 kg/ton. Ainda que a região de Mato Grosso do Sul tenha ficado abaixo da média, com 123,7 kg/ton, a empresa destacou que houve uma melhora de 2,9% em relação ao índice visto do terceiro trimestre de 2015/16. No acumulado da safra, a média da Biosev foi de 130,9 kg/ton.

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Vendas e resultados financeiros

Segundo a Biosev, sua receita de açúcar cresceu 16,7%, com destaque para o aumento no volume exportado, que foi de 381 mil para 522 mil toneladas de açúcar. Ainda assim, o preço médio da commodity caiu 3,1% na comparação com o mesmo período de 2015/16, indo de R$ 1.316/ton para R$ 1.274/ton.

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Com relação ao etanol, houve uma queda de 30,1% na receita trimestral – de R$ 677 milhões para R$ 473 milhões. O resultado foi impactado pela ausência de exportações do produto, ainda que tenha sido minimizado pelo crescimento de 23,2% no preço médio, que alcançou R$ 1.987/m³.

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Considerando também a receita obtida com energia elétrica e outros subprodutos – como levedura seca, melaço em pó e bagaço –, a receita líquida da Biosev diminuiu 8,4% no terceiro trimestre da safra 2016/17, totalizando R$ 1,5 bilhões.

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Por sua vez, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado totalizou R$ 395,7 milhões (-9,6%) e a margem Ebitda foi de 25,8% para 25,5%, implicando uma queda geral no desempenho da companhia. Segundo a Biosev, a queda é um resultado do menor volume de vendas e do aumento do custo do produto vendido (CPV).

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Perfil da dívida

Além disso, a Biosev encerrou registrou uma dívida líquida de R$ 5,3 bilhões em 31 de dezembro, uma posição 3,7% superior frente aos R$ 5,1 bilhões observados ao final de setembro, data do balanço anterior da companhia. Ainda assim, a empresa destaca como positiva a redução de 4,3% em sua dívida bruta de curto prazo (com vencimento em até 12 meses), que foi de R$ 2,46 bilhões para R$ 2,35 bilhões.

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Renata Bossle – novaCana.com

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