Financeiro

Levantamento com 42 empresas mostra desempenho financeiro e operacional das usinas

Nove indicadores econômico-financeiros demonstram recuperação das sucroenergéticas – mas evidenciam disparidades


novaCana.com - 23 out 2017 - 10:28

Não importa o tamanho da empresa: todas precisam ter um bom desempenho operacional, uma gestão de fluxo de caixa adequada e, claro, gerar lucros. Ainda que os efeitos de uma crise financeira não possam ser completamente evitados, uma companhia melhor preparada tende a levar um golpe ‘acolchoado’, enquanto uma que não esteja atenta a seus indicadores simplesmente não conseguirá evitar a força do impacto.

Em um setor como o sucroenergético, que ainda está se recuperando de um momento financeiro difícil, a capacidade das empresas de se levantar e mostrar que podem seguir na briga se torna ainda mais importante. Afinal, enquanto muitas ainda estão no chão – e até mesmo recebendo a contagem regressiva para o fim – outras passaram com tranquilidade e seguem dando demonstrações de um bom equilíbrio nos negócios.

Para medir a eficiência dos grupos sucroenergéticos de forma comparada – ou seja, minimizando os efeitos que o tamanho da companhia tem sobre seus resultados finais –, costuma-se utilizar indicadores que dividem o resultado financeiro pela moagem da empresa, por exemplo. Essa característica está presente em cinco de nove dos indicadores monitorados pela consultoria FG/A para acompanhar o mercado sucroenergético. Neles, a moagem serve como uma baliza para a análise da dívida líquida, do Ebitda, do faturamento, do custo-caixa e das despesas administrativas. Além disso, também foram observados os índices de alavancagem, a dívida líquida sobre o Ebitda, a margem Ebitda e a liquidez corrente.

Segundo o sócio da FG/A, Willian Orzari Hernandes, a amostra setorial da consultoria – feita com base nos resultados de 42 empresas – apresenta um aumento da receita das companhias sucroenergéticas na última safra. Com isso, muitas usinas conseguiram diminuir suas dívidas.

Entretanto, os dados da consultoria pintam em cores fortes uma característica importante do setor: a grande disparidade entre os resultados. Ela fica evidente quando se observa os resultados por companhia na safra 2016/17. “A volatilidade aparece quando a gente encaixa dívida por tonelada. Há usinas se alavancando mesmo em um ciclo de alta, registrando perdas de R$ 40 a R$ 50 por tonelada”, afirma Hernandes, que foi um dos palestrantes do NovaCana Ethanol Conference, realizado em São Paulo.

A seguir, veja a evolução da média setorial e os resultados das empresas da amostra dentro dos seguintes indicadores:

- Alavancagem
- Liquidez corrente
- Dívida líquida/Ebitda
- Dívida líquida/moagem
- Margem Ebitda
- Ebitda/moagem
- Faturamento/moagem
- Custo-caixa/moagem
- Despesas administrativas/moagem

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