Financeiro

Diana Bioenergia apresenta lucro líquido semestral de R$ 16,8 mi na safra 2018/19


novaCana.com - 04 dez 2018 - 08:34

A Usina Diana Bioenergia, localizada em Avanhandava (SP), teve lucro de R$ 16,8 milhões no período de seis meses encerrado em 30 de setembro último – no mesmo período de 2017, a companhia teve prejuízo de R$ 4,14 milhões. Os valores foram divulgados na última quarta-feira (28) e são referentes a combinação de resultados das duas empresas do grupo.

Isso foi possível, segunda a companhia, porque os custos com produtos vendidos tiveram uma redução de 19,5%, passando de R$ 93,58 milhões para R$ 75,33 milhões. Por outro lado, a receita operacional líquida também sofreu uma breve retração, de R$ 109,91 milhões para R$ 101,67 milhões em comparação com o mesmo período do ano passado. Ainda assim, o lucro bruto da companhia ampliou em 194%, de R$ 9,9 milhões para R$ 29,37 milhões.

Além disso, de acordo com a publicação, a usina moeu 970 mil toneladas de cana-de-açúcar, uma redução de 11% em relação ao mesmo período da safra passada, quando moeu 1,09 milhão de toneladas. Conforme a empresa, os números foram resultado da estratégia de trabalhar, de abril a junho, somente com uma linha de moenda para priorizar a fabricação de etanol.

diana bioenergia set2018

Assim, a produção do biocombustível renovável se dividiu em 619 mil litros de anidro e 50,81 mil litros de hidratado. Já quanto ao adoçante foram produzidas 43 mil toneladas de VHP – o direcionamento da matéria-prima foi de 62,52% para etanol e 37,48% para açúcar.

A Diana Bioenergia ainda informou que o total de Açúcar Total Recuperável (ATR) da cana atingiu 131,9 quilos por tonelada no período, 12% superior à safra anterior. O resultado foi, basicamente, em função da realização de projetos de melhoria na qualidade da matéria-prima e do clima mais seco no período, que proporcionou maior concentração de açúcares totais na cana.

Mudanças no quadro financeiro

No primeiro semestre da safra, o grupo ampliou seu ativo circulante em 20% com a venda e posterior integralização da Fazenda Cruzeiro no capital social do grupo – as terras pertenciam a Renata Sodré V. E. Junqueira, principal acionista da Diana Bioenergia. A venda acrescentou R$ 45,3 milhões ao capital da companhia.

“O endividamento foi readequado, dividindo da melhor forma o curto e o longo prazos, o que reduziu em 16% o passivo circulante”, aponta o documento. Os débitos líquidos tiveram uma retração de R$ 108,30 milhões para R$ 95,73 milhões, ou 12%.

Outro ponto que contribuiu para a melhora no caixa da companhia foi a opção de segurar o estoque de etanol a fim de aproveitar melhores preços durante a entressafra.

Além disso, os investimentos foram reduzidos em 12% em relação a setembro de 2017. Boa parte em função da política de economia de custos adotada ao final da safra 2017/18 e no decorrer da temporada corrente. De acordo com CEO da Diana Bioenergia, Ricardo Junqueira, os números apurados e auditados, demonstram retorno à normalidade: "Trouxemos o trem de volta aos trilhos, novamente".

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