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Financeiro

[Atualizado] Atvos, empresa do grupo Odebrecht, não pagará dívidas em dia


O Globo - 11 jun 2018 - 08:06 - Última atualização em: 12 jun 2018 - 08:06

Atualização (12/06, às 8h): O texto abaixo foi alterado para incluir a justificativa divulgada pela empresa por meio de nota e dados apurados pelo Valor Econômico referentes a uma pendência da Odebrecht, que poderia ser a responsável pelo atraso nos pagamentos.

A Atvos, empresa de etanol da Odebrecht, já avisou aos seus credores: não pagará os juros de sua (bilionária) dívida no prazo, ou seja, no dia 15.

“A empresa esclarece que as operações de suas unidades agroindustriais foram impactadas pelo evento público e notório de força maior da paralisação dos caminhoneiros, o que gerou impactos negativos na operação e na obtenção de receitas", informou a Atvos em nota. “A empresa, a partir da normalização de suas atividades, entrará em contato com seus credores para renegociação dos prazos de pagamentos, sempre em alinhamento e consenso entre as partes, mantendo a relação de confiança e transparência”.

Entretanto, de acordo com reportagem publicada pelo Valor Econômico, o pagamento será feito com atraso porque a controladora da empresa deverá demorar mais tempo que o previsto para receber a segunda tranche de um empréstimo de R$ 2,6 bilhões acertado no mês passado com Bradesco e ltaú.

Ainda conforme o Valor, o plano da Odebrecht é usar uma parte dessa segunda tranche, de R$ 900 milhões, para pagar os juros da Atvos. A liberação do valor da segunda tranche, porém, só ocorrerá quando a Odebrecht registrar em cartório as ações da Braskem em garantia, como acordado com os dois bancos. O prazo para a realização desse registro é de 30 dias, contudo, ele está pendente no cartório.

Procurada pelo Valor Econômico, a Atvos negou, por meio de nota, que o atraso tenha relação com o empréstimo de sua controladora. “A Atvos informa que o pagamento de seus compromissos financeiros não tem qualquer vínculo com os novos recursos recentemente obtidos pela Odebrecht S.A.”, informa.

Lauro Jardim
Com informações adicionais do Valor Econômico e edição novaCana.com