Ricardo Wang: O mercado de açúcar pelo olhar dos grandes compradores

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O perfil do consumidor de produtos açucarados está mudando. A indústria de alimentos e bebidas está em busca de soluções e prestes a causar um grande impacto no consumo mundial de açúcar.

novaCana.com01/09/2017

Você pode escolher entre várias pesquisas feitas por entidades de renome internacional e verá que, apesar das variações, uma constante se mantém: a população está consumindo mais açúcar que o recomendado. A busca natural pelo equilíbrio ganha cada vez mais força na mente da população.   

E o mundo empresarial já começa uma mobilização para se adequar a nova realidade: a indústria de refrigerantes está se reinventando e muitas empresas já divulgaram metas para redução gradual de açúcar em seus produtos. Diversos governos estão, inclusive, levando adiante propostas para taxação de produtos com açúcar.

Segundo o banco holandês Rabobank, comidas e bebidas industrializadas correspondem a 63% do consumo mundial de açúcar. Ou seja, o setor produtivo precisa ficar particularmente atento às demandas e exigências da indústria.

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É por isso que o NovaCana Ethanol Conference 2017 convidou o gerente global de açúcar da Mondelēz International, Ricardo Wang, para participar do painel “Açúcar”, no dia 26 de setembro.

Formado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Wang faz parte da equipe da Mondelēz International desde 2013, tendo ingressado como gerente de compra de commodities para a América Latina. Pouco mais de um ano depois, ele passou a se dedicar exclusivamente ao setor de açúcar e outros adoçantes, tornando-se gerente global de açúcar em janeiro de 2016.


Palestra: O mercado de açúcar pelo olhar da indústria de alimentos

Por: Ricardo Wang
Data: 26 de setembro às 15h30
Local: Local: Hotel Tivoli - Mofarrej

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Guerra ao açúcar e o impacto sobre o consumo

A busca dos consumidores por hábitos equilibrados em relação ao açúcar, isto é, redução no consumo excessivo de açúcar, está se transformando em uma tendência global. Esse ponto, defendido pelo Rabobank, é sustentado pela afirmação de que muitos consumidores estão mais preocupados com saúde e bem-estar. “Isso tem uma grande implicação para a indústria de açúcar e não pode ser encarado como uma moda passageira”, aponta o banco em relatório.

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De acordo com o documento, a indústria de alimentos está comprometida com a redução de açúcar. “As principais companhias querem atender aos anseios e gostos de seus consumidores, indo além do mantra ‘com moderação, é possível comer de tudo’ e fazendo compromissos formais de redução de açúcar e calorias por meio de uma variedade de estratégias, incluindo reformulação e mudanças nos tamanhos das embalagens”, completa.

Entre as empresas que já divulgaram metas e outras ações visando a diminuição do consumo de açúcar estão: Coca-Cola, Kellogg’s, Mars, Nestlé, Pepsico, Unilever e até mesmo a Walt Disney. A própria Mondelēz International afirma em seu site que, desde 2012, já promoveu a redução de 27% do açúcar presente em seu portfólio de bebidas. Além disso, mais de 90% dos chicletes vendidos pela companhia são livres de açúcar.

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“Essas iniciativas podem acelerar uma redução de longo prazo no consumo de açúcar”, afirma o Rabobank, que completa: “Se as iniciativas de empresas e governos atingirem uma redução significativa (5% ou mais) no uso global de açúcar em comidas e bebidas durante um período de implementação de dois a três anos, isso afetaria drasticamente a expectativa global de crescimento de consumo”. Isso implicaria em uma redução anual no consumo de 2 milhões de toneladas de açúcar bruto, ou 6 milhões ao final do período.

Por sua vez, a possibilidade de uma redução ainda maior – de 10% no uso industrial do açúcar em dois anos, por exemplo –, traria um grande choque a um mercado que desconhece encolhimento efetivo. Atualmente, o crescimento global do consumo mundial de açúcar está entre 1,5% e 2% ao ano.

Ainda que uma redução nessas proporções não seja a possibilidade mais provável, o Rabobank reafirma que a perspectiva de longo prazo realmente aponta para uma redução gradual na taxa de aumento do consumo global de açúcar. Ou seja, o mercado deve continuar a crescer, mas em uma velocidade menor do que a que o setor está acostumado.

Palestra de Ricardo Wang:
Como a mudança de comportamento dos consumidores está alterando a busca por açúcar dos grandes compradores
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