O momento é de cautela no setor sucroenergético. Ao mesmo tempo em que surgem perspectivas mais otimistas, as usinas ainda não estão recuperadas dos efeitos de uma crise que afetou profundamente a saúde financeira das companhias.

novaCana.com 22 ago 2017 - 12:11

“O Brasil é atrativo pelos baixos custos e as usinas que vieram se ajustando têm conseguido resultados. Há três safras, o cenário era de preços depreciados no setor. Na safra passada eles se estabilizaram e neste ciclo, as usinas que investiram têm tido retorno”, afirmou o diretor de agronegócios do Itaú BBA, Pedro B. Barreto Fernandes, em entrevista recente.

Diagnóstico financeiro do setor

O Itaú BBA, instituição financeira com o maior número de clientes do setor, apresentou no início do ano um relatório com informações que permitem perceber a evolução financeira do mercado. Os gráficos a seguir mostram um pouco deste trabalho.

No mês que vem, durante o novaCana Ethanol Conference 2017, Fernandes deve apresentar os dados atualizados. Ele estará num painel de discussão junto o gerente sênior de relacionamento do Rabobank, Manoel Pereira de Queiroz; do diretor associado da Fitch Ratings, Cláudio Miori; e do sócio da FG/A, William Orzari Hernandes.

No relatório já apresentado, fica clara a evolução das usinas entre as safras 2014/15 e 2015/16. A receita líquida média das companhias, por exemplo, subiu de R$ 123 por tonelada de cana moída para R$ 135/t.

Para a análise, foram avaliados os resultados de 57 grupos, que representaram uma moagem de 411 milhões de toneladas na safra 2015/16 – equivalente a 66% de toda a cana-de-açúcar do Centro-Sul.

Ebitda

Outro importante indicador que registrou uma evolução foi o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, o chamado Ebitda. Ele mede a capacidade das companhias de gerar lucro no momento presente, desconsiderando fatores externos à empresa ou aspectos de seu passado, como o alto endividamento.

Nesse caso, ainda que algumas companhias da amostra tenham registrado uma redução de seu Ebitda entre as safras analisadas, o resultado geral foi positivo. De acordo com o Itaú BBA, o Ebitda por toneladas de cana-de-açúcar moída subiu de R$ 31/t para R$ 35/t no período.

Formado em engenharia de produção pela Universidade de São Paulo, com especialização pela École Centrale de Paris, Fernandes faz parte da equipe do Itaú BBA desde 2002, após passagem anterior pela Procter & Gamble na França. Ele chegou à posição de diretor executivo em fevereiro de 2014, já tendo sido responsável pela gestão da carteira de clientes da região Sul e do interior de São Paulo. Recentemente, assumiu a diretoria de Agronegócio do Itaú BBA.

Agora, o executivo levará essa experiência para o NovaCana Ethanol Conference 2017 como um dos palestrantes do painel “Universo Financeiro: captação, financiamento e endividamento”.

A programação completa do NovaCana Ethanol Conference está disponível aqui e o cadastro para participar do evento pode ser feito aqui.


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