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Política

Pré-candidatos à presidência se pronunciam sobre alta no preço dos combustíveis


novaCana.com - 23 mai 2018 - 10:05

A alta constante nos valores cobrados pela gasolina e pelo diesel gerou protestos de caminhoneiros em várias regiões do país. O tema movimentou políticos ao longo da semana, incluindo uma série de reuniões e encontros governamentais que culminaram na decisão do governo de zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também é pré-candidato à Presidência da República.

Além disso, o tema ganhou repercussão entre outros pré-candidatos. Até o momento, cinco presidenciáveis se pronunciaram: Ciro Gomes (PDT), Flávio Rocha (PRB), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

Abaixo, o novaCana reproduz as declarações dos pré-candidatos, dadas a diversos veículos de comunicação. A relação está organizada por ordem alfabética.

Ciro Gomes (PDT)

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou à Reuters que a alta nos preços dos combustíveis é “uma aberração” e que, sob seu governo, a Petrobras sofreria uma reformulação.

“Isso é uma aberração que praticamente nega a razão de ser da própria existência institucional da Petrobras”, disse o presidenciável.

Segundo ele, a política de preços adotada pela petroleira hoje está equivocada e desrespeita a sua estrutura de custos. “Ela apresenta um lucro no trimestre de quase R$ 4 bilhões para ser apropriado por acionistas minoritários a serviço de quem eles estão”, afirmou.

Ciro disse que, caso seja eleito em outubro, a Petrobras será “reestatizada”, com contrato de gestão, estratégia que vê como aplicável para todas estatais. “Toda a eficiência da Petrobras será transferida para o interesse público brasileiro”, disse.

Flávio Rocha (PRB)

Em entrevista ao Engeplus Notícias, de Criciúma (SC), o pré-candidato Flavio Rocha, do PRB, falou sobre os protestos dos caminhoneiros que acontecem por todo o Brasil por conta do preço dos combustíveis.

Ele acredita que o problema pode ser resolvido com uma economia livre. “O livre mercado é a solução para esse e para muitos dos problemas brasileiros. Onde o excesso de Estado gera falta de Estado onde ele é essencial (sic). A coluna mestra de nosso programa de governo é uma economia livre e é o oposto do monopólio estatal”, ressaltou.

Henrique Meirelles (MDB)

Conforme a Folha de S. Paulo, o ex-ministro da fazenda, Henrique Meirelles (MDB), defendeu a redução de impostos que incidem sobre os combustíveis para tentar compensar a recente alta do preço.

Segundo ele, o aumento nos preços se deve ao aumento do preço do petróleo internacional e à questão fiscal. A redução de impostos serviria para compensar a alta do petróleo e preservar a Petrobras.

“O preço do petróleo internacional não é controlável pelo governo brasileiro. O que nós estamos propondo e que certamente, caso eleitos em outubro temos segurança de que vai acontecer, seria uma diminuição dos impostos sobre o combustível”, disse. “Vamos simplificar a tributação no Brasil e criar um sistema tributário que permita maior produtividade das empresas, geração de emprego de renda”.

Jair Bolsonaro (PSL)

Ao Terra, o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira que a Petrobras não pode aumentar os preços dos combustíveis para compensar perdas causadas por casos de corrupção. “Não pode a Petrobras querer tirar o atraso da roubalheira em cima do consumidor. O preço do diesel todo mundo paga”, disse.

Ao ser questionado sobre sua declaração, o deputado federal, que lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece, complementou: “Não se pode quebrar o contribuinte”.

“Os caminhoneiros têm vários problemas, como pedágio abusivo, a indústria das multas, estradas, roubo de cargas e os preços dos combustíveis. O grande problema dos combustíveis são os tributos”, avaliou.

Marina Silva (Rede)

A pré-candidata pela Rede, Marina Silva, defendeu que o governo deve adotar medidas para controlar o preço dos combustíveis e evitar um impacto tão grande no bolso dos brasileiros. Durante entrevista para o Band Eleições, transmitida na madrugada desta terça-feira, a líder da Rede argumentou que o aumento do dólar contribui para o salto dos combustíveis.

“Mas eu acho que tem uma margem de manejo dessa situação em função de uma parte desses derivados ser produzida aqui”, disse. “Não temos uma economia que depende da importação de todos os produtos, como em alguns países”, acrescentou.

Questionada sobre as intervenções feitas durante governos petistas nos preços dos combustíveis, que levaram a Petrobras a uma grave crise financeira, Marina disse que a história não deve se repetir. “Eu acho que a gente não pode voltar em hipótese alguma à forma de controlar preço de forma artificial”.

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Com informações de Reuters, Engeplus Notícias, Folha de S. Paulo, Terra e Estadão