Cosan vê melhores retornos no etanol com alta dos preços [atualizado]

Atualização (10/08 às 15h): O texto abaixo foi substituído para incluir declarações da diretora Paula Kovarsky sobre o tema e o posicionamento da Raízen com relação à aquisição de novas usinas, seguindo a aprovação da compra das unidades da Tonon.

A Cosan espera que as vendas de etanol sejam mais lucrativas que as de açúcar em alguns Estados brasileiros, fator que pode fazer com que uma das maiores empresas de energia e infraestrutura do país altere seu mix de produção.

A Raízen Energia, uma joint venture entre a Cosan e a Royal Dutch Shell Plc que é a maior produtora de açúcar do mundo, pode ajustar a produção de açúcar e etanol caso as condições de mercado para o biocombustível melhorem, afirmou a diretora de Relações com Investidores da companhia, Paula Kovarsky, em uma teleconferência com analistas e investidores nesta quinta-feira.

A Raízen destinou 57 por cento da cana colhida para a fabricação de açúcar no segundo trimestre de 2017, ante 55 por cento um ano antes. Simultaneamente, a Raízen reduziu o hedge da commodity, na esperança de uma recuperação dos preços internacionais do adoçante no médio prazo.

A Raízen tinha 2,1 milhões de toneladas de açúcar com preços travados ao término do trimestre, ante 2,57 milhões de toneladas em igual momento de 2016.

"Desde nossos últimos resultados, conseguimos pouco progresso em termos de proteção de preços do açúcar", disse a diretora Paula Kovarsky. "O mercado continua a precificar um excedente de açúcar na safra atual, mas nós acreditamos que a pressão atual sobre as cotações será de curta duração."

As declarações de Kovarsky ocorrem após a Cosan divulgar, na quarta-feira, um prejuízo líquido para o segundo trimestre em razão de um ritmo lento de colheita de cana da safra 2017/18, o que afetou a performance da Raízen.

O diretor-executivo da Cosan, Mario Silva, afirmou que a Raízen continua atenta a potenciais aquisições, na esteira da compra de duas unidades da açúcar e etanol da Tonon Bioenergia.

No entanto, Silva disse que a Raízen será muito seletiva. Ele destacou que a aquisição das usinas da Tonon fez sentido considerando-se a logística, já que as unidades estão próximas de outras três operadas pela Raízen, permitindo economia de custos com transporte e escala crescente.

Marcelo Teixeira

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