Com melhor custo-benefício e menor impacto ambiental, lubrificantes sintéticos conquistam usinas

Petronas

Tendência nas grandes sucroenergéticas, a substituição gradual dos óleos minerais na lubrificação de máquinas agrícolas por opções sintéticas é uma alternativa que proporciona mais rendimento, menos danos às máquinas, tempo de parada reduzido e impacto ambiental minimizado.

Petronas17/04/2018

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Adotar a utilização de alternativas sintéticas e semissintéticas pode significar uma economia de até cerca de 45% sobre o consumo total de lubrificantes em usinas sucroalcooleiras. É o que mostram análises de longa duração realizadas pela Petronas Lubricants International (PLI) em parceria com um dos maiores grupos sucroalcooleiros do país.

Testes de monitoramento de eficácia realizados pela empresa mostraram que os lubrificantes sintéticos podem se revelar o futuro da indústria de maquinários agrícolas. As vantagens incluem a ampliação da vida útil do óleo nos equipamentos, diminuição do tempo de troca, redução do consumo através de menor geração de resíduos e, portanto, menos tempo com a máquina parada.

Em uma companhia que trabalha com 1.700 unidades de máquinas agrícolas, a diminuição nos custos chegou a R$ 182.070,00 por mês com o uso do lubrificante sintético Urania K. Com isso, a economia total supera os R$ 2,1 milhões por ano e representa 31% de redução de custos para as usinas.

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Esse resultado foi obtido pela PLI, braço da empresa nacional de petróleo da Malásia – a Petronas –, que desenvolveu dois produtos voltados a equipamentos largamente usados nas usinas sucroalcooleiras. Um deles é justamente o Urania K, lubrificante sintético para aplicação em motores a diesel de tratores, caminhões e colhedoras de cana. O outro é o Arbor MTF BF, um óleo multifuncional para tratores e demais máquinas agrícolas que exigem este tipo de fluido em suas transmissões, sistemas hidráulicos e freios húmidos.

A economia relatada com o Urania K foi de 30% em termos financeiros, mesmo tendo em vista o maior preço de aquisição do lubrificante sintético – com o litro Urania K custando 40% a mais em relação ao lubrificante mineral. Isso ocorre porque o custo do lubrificante para a hora trabalhada se torna significativamente menor quando é utilizada a opção sintética: R$ 0,4155/hora contra R$ 0,5840/hora para um produto mineral.

Um trator comumente utilizado nas fazendas canavieiras trabalha em média 300 horas com 30 litros de lubrificante mineral. Utilizando o lubrificante sintético com a mesma quantidade de litros, o tempo de troca sobe para 600 horas.

Para uma empresa com o volume de produção de uma usina sucroalcooleira e considerando o volume de lubrificantes utilizados anualmente, essa conta pode gerar uma economia de milhões de reais.

Já com o Arbor MTF BF esses números são ainda maiores. Em um teste realizado pela Petronas em um de seus clientes, que possui 983 equipamentos e mais de 589 mil horas trabalhadas anualmente, os resultados mostram que pode ser alcançando um volume estimado de 167 mil litros de lubrificantes.

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Neste caso, o custo anual com troca de óleo da empresa seria de R$ 2,5 milhões. Ao utilizar o lubrificante semissintético, o custo anual é reduzido para R$ 1,4 milhões, uma economia expressiva de 45%.

Isso acontece porque, segundo os dados apresentados pela Petronas, um veículo que roda 400 horas com óleo de transmissão mineral pode rodar 600 horas com o Arbor MTF BF sem nenhum tipo de risco ao equipamento e sem redução de produtividade.

Para completar, essa economia não inclui outros aspectos que devem entrar na conta: ampliando o tempo de troca, também há uma redução considerável no investimento em mão de obra e um aumento de eficiência da máquina, que passa menos tempo em manutenção para a substituição.

Como essa economia acontece?

A coordenação dos testes dos dois produtos pela Petronas foi feita pelo engenheiro Bruno Reguera, que hoje assumiu a gerência comercial para os segmentos de mineração, siderurgia e cimento da empresa.

Segundo ele, as vantagens de produtos sintéticos e semissintéticos derivam de uma série de aspectos técnicos. Menor oxidação, manutenção da temperatura do motor, maior teor de basicidade (TBN) são algumas delas.

“Toda queima de combustível que acontece dentro de um motor gera subprodutos que normalmente são ácidos. Este ácido ataca os componentes internos do motor e, deste modo, o lubrificante com TBN elevado tem a capacidade de neutralizar estes compostos de maneira mais eficaz”, esclarece Reguera, que continua: “A grande maioria dos óleos minerais 15W40 disponíveis no mercado tem um TBN entre 10 e 12. O TBN do Urania K é de no mínimo 15, sendo o único no mercado com essa composição, o que gera uma vida útil mais longa”.

Essa conta se torna ainda mais importante no caso de maquinários que utilizam combustíveis diesel S500. Por ter custo mais baixo em relação ao S10, o S500 ainda é muito empregado no Brasil. Porém, essa versão leva uma quantidade consideravelmente mais alta de enxofre em sua composição e converte uma maior fração do combustível em compostos ácidos. Motores alimentados com esse combustível demandam lubrificantes mais básicos para melhorarem a vida útil.

José Tyndall, gerente do departamento da assistência técnica da Petronas, complementa que os lubrificantes sintéticos são, por si só, produtos Long Drain, ou seja, com elevados intervalos de troca. Eles possuem em sua formulação uma base sintética com a adição de aditivos especiais.

“Óleos de transmissão e de motor são hidrocarbonetos formados por cadeias carbônicas, que podem ter ligações simples ou duplas. As ligações duplas são facilmente quebradas pelo oxigênio, o que envelhece o óleo com mais facilidade. Ligações simples, que são mais de 90% das ligações presentes nos lubrificantes sintéticos, tornam o processo de oxidação mais difícil”, elucida.

Todo esse processo químico é relevante porque, de acordo com Reguera, “a oxidação aumenta a viscosidade do lubrificante”.

Ele explica: “Se o óleo fica mais viscoso, a circulação no sistema é mais lenta. Esse tempo de giro no motor é mais demorado, o óleo tem menos controle da temperatura e o processo vai virando um círculo vicioso”.

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Mais do que implicar na eficácia do motor, essa maior geração de fuligem, entre outros fatores, também implica na durabilidade do óleo e, por consequência, no impacto sobre o meio ambiente.

Como funcionam as análises?

A Petronas desenvolveu uma ferramenta chamada Lubtime, que ajuda a analisar os resultados de avaliações práticas realizadas em campo. Assim, os resultados apresentados são referentes à aplicação dos produtos da marca no dia a dia das fazendas e usinas, onde serão de fato utilizados.

O teste visa identificar qual o limite máximo de troca naquela aplicação, naquela realidade de uso. Cada realidade tem especificidades, desde quem está usando até o tipo de lubrificante. “Como o setor de produção de cana-de-açúcar tem um uso intenso dos equipamentos, nossos testes utilizam justamente essa mesma dinâmica como base, para que o resultado corresponda o máximo possível à prática real. E ainda assim, em algumas máquinas nessa realidade o resultado chegou às 900 horas com funcionamento normal”, completa Reguera.

Segundo ele, a metodologia é muito útil para avaliar as condições do equipamento: “Nos testes, conseguimos prever eventuais problemas que o maquinário possa ter, como o desgaste em alguma peça, falha no sistema de injeção etc. É possível detectar tudo isso na análise, o que auxilia na tomada de ações preventivas”.

Os testes começam seguindo procedimentos padrões de coleta de amostras de referência. Em seguida, é realizado o processo de flushing (limpeza do sistema). Inclusive, o engenheiro recomenda que esse processo seja feito na primeira troca pelas empresas que foram iniciar o uso dos sintéticos.

“Quando se fala em troca de uma tecnologia mineral para uma sintética, é preciso considerar que a primeira é mais antiga e já vem sendo utilizada pela máquina, então, a mesma pode apresentar formação de borra, verniz e outros contaminantes nos componentes”, detalha o profissional, que continua: “Juntamente com a oxidação e formação de ácidos, esse acúmulo de resíduos exige que a primeira troca do óleo mineral para o sintético seja mais curta, fazendo essa limpeza, já que o óleo sintético ajuda a limpar todo o sistema”.

Além dos cuidados para embasar a análise, os resultados fornecidos pela Lubtime detalham também as variáveis sob as quais o equipamento trabalhou. Afinal, relevo, clima e solo molhado, por exemplo, demandam esforço maior dos tratores e colheitadeiras.

Apelo ambiental

Em tempos nos quais a preocupação com o impacto ecológico é crescente, a utilização de lubrificantes menos poluentes pode trazer resultados expressivos para fazendas canavieiras e usinas do setor sucroenergético.

De acordo com o Boletim de Lubrificantes emitido pela Superintendência de Distribuição e Logística (SDL) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção nacional de óleos lubrificantes acabados no Brasil foi de 114,24 milhões de litros somente em fevereiro deste ano. Destes, os óleos voltados a Transmissões e Sistemas hidráulicos representa pouco mais de 20 milhões de litros.

Em um universo no qual a economia com produtos de maior rendimento beira os 50%, o impacto ambiental é também extremamente alto.

“É uma reflexão bastante simples: o equipamento consumirá menos óleo e, com a ampliação do tempo de troca, descartará menos resíduos, utilizando menos embalagens”, resume Tyndall.

Reguera acrescenta que o que gera menor impacto ambiental é principalmente a dobradinha entre menor reposição (remonta) e troca prolongada. “Todos os equipamentos precisam de reposição de lubrificante durante sua vida útil. Quando falamos em óleo sintético, o consumo é mais baixo, a reposição também é menor, com menos contaminação”, elucida.

Especificações de uso e descarte

Outra preocupação ligada ao meio ambiente quando se trata de óleos lubrificantes ou multifuncionais é a destinação adequada para os materiais após o uso.

A Resolução nº 362 de 2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que produtores e importadores garantam a coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado. Ao menos 38% do volume de óleos lubrificantes usados ou contaminados deve ser destinado ao reuso ou rerrefino.

E, embora a recomendação dos fabricantes seja a de que produtos minerais e sintéticos nunca devam ser misturados durante a utilização, após o seu uso o procedimento de descarte é o mesmo.

Inclusive, apesar de normalmente esse descarte não gerar custo algum para as usinas, o armazenamento do óleo contaminado ou usado resulta em uma demanda que é reduzida quando o tempo de troca é ampliado. “Quando falamos em frotas grandes, como a de 1.700 equipamentos na qual foi realizado o teste, uma redução de quase metade do óleo consumido implica até mesmo no tamanho do reservatório do óleo contaminado, que pode ser consideravelmente menor”, explica Tyndall.

Além das recomendações para proporcionar o descarte adequado pós-uso, a Petronas também sugere algumas especificações que ajudam a aumentar ainda mais a vida útil dos produtos sintéticos e semissintéticos.

“É indicada a substituição do lubrificante conforme a recomendação do manual do fabricante quanto ao tipo de serviço e com relação à utilização de combustíveis de boa qualidade. É importante seguir a recomendação da viscosidade SAE (Sociedade de Engenheiros Automotivos) e o nível de desempenho API (Instituto Americano do Petróleo) recomendado pelo fabricante do equipamento”, aconselha Tyndall.

 

Texto: Luciane Belin

Edição: Renata Bossle

Infográficos: Bianca Rati

novaCana.com

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