Audiência sobre demissões na Usina Tamoio termina sem acordo, mas Raízen deve analisar proposta

Empresa demitiu 250 funcionários da unidade em Araraquara (SP), no mês de novembro. MPT alegou que não houve negociação prévia.

Após a demissão de 250 funcionários da usina Tamoio, representantes da Raízen e do sindicato dos trabalhadores de Araraquara (SP) participaram de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, nesta quarta-feira (6).

Não houve acordo, mas uma proposta do sindicato vai ser analisada pela empresa até o dia 19 deste mês.

Além da reintegração dos demitidos, o sindicato propôs que o acerto tenha o pagamento de um salário para cada dois anos e meio trabalhados em vez de um salário para cada cinco anos.

Também pede que benefícios sejam reajustados em 100%. Uma nova reunião no TRT deve acontecer, mas a data ainda não foi divulgada.

Entenda o caso

Os trabalhadores da usina foram demitidos no dia 13 de novembro, em Araraquara (SP), um dia útil após a entrada em vigor da reforma trabalhista. O Ministério Público do Trabalho (MPT) fez o pedido para a anulação das demissões alegando que não houve negociação prévia com os sindicatos.

Dias depois, a liminar da 2ª Vara do Trabalho de Araraquara obrigou a Raízen a reintegrar os empregados em até cinco dias após a notificação, com a continuidade do pagamento de salários até a conclusão da negociação coletiva com as entidades, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por trabalhador atingido.

Na ocasião, a empresa informou que iria recorrer e que todos os direitos trabalhistas foram cumpridos, sendo oferecidos inclusive benefícios que vão além do que prevê a legislação, como pacote de benefícios e extensão dos planos de saúde.

A Raízen conseguiu derrubar parte da liminar da Justiça, mas agora discutirá as demissões em audiências.

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