São Martinho faz previsões para safra de cana 2017/18 no Centro-Sul

Safra 2017/18 no Centro-Sul deve cair para 580 milhões de t, diz São Martinho

O diretor Comercial e de Logística do Grupo São Martinho, Helder Gosling, avaliou nesta segunda-feira, 19, que a safra 2017/18 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deverá registrar moagem de 580 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será menor que o de 595 milhões de toneladas do atual ciclo e reflete as adversidades climáticas e tratos inadequados das plantações. “Voltaremos aos níveis (de processamento) de quatro anos atrás”, destacou ele, durante evento da empresa, no período da manhã, com analistas e investidores, em São Paulo.

Gosling também informou que o término do regime de cotas de produção na União Europeia (UE), a partir de outubro de 2017, deverá impulsionar a fabricação do alimento em mais de 1 milhão de toneladas. No primeiro ano sem esse regime, a produção no bloco, principalmente a partir da beterraba, deverá passar de 15,8 milhões para 19 milhões de toneladas.

Por fim, o diretor também comentou que 47% do volume de cana própria da safra 2017/18 já está com os preços fixados, a uma cotação média de 20,10 cents/lb.

Moagem da São Martinho em 2017/18 deve crescer 17%, para 22,5 milhões de t

O vice-presidente e COO do Grupo São Martinho, Agenor Pavan, projetou nesta segunda-feira, 19, que as quatro usinas da empresa deverão processar 22,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2017/18, que se inicia em abril do próximo ano. Se confirmado, o volume será 17% maior que o registrado na atual temporada, puxado por expansão de produção em algumas unidades e pela incorporação total da Usina Boa Vista, em Goiás, via acordo com a Petrobras Biocombustível (PBIO) na joint venture Nova Fronteira Bioenergia (NFB). As projeções foram divulgadas durante evento da companhia com analistas e investidores em São Paulo.

A moagem prevista se aproxima da capacidade instalada pelo Grupo São Martinho em suas unidades, de 24 milhões de toneladas.

Em relação aos produtos, Pavan informou que a fabricação de açúcar deverá ter expansão de 7% no ciclo seguinte, para 1,39 milhão de toneladas. Já a de etanol tende a aumentar 36,9%, para 913 milhões de litros. No caso da cogeração de energia elétrica, a expectativa é de um aumento de 27,5%, para 918 milhões de MWh.

Mais cedo, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores (RI) do Grupo, Felipe Vicchiato, já havia projetado, no mesmo evento, um nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) 20% maior em 2017/18. Em sua avaliação, os preços do açúcar serão entre R$ 200 e R$ 300 por tonelada superiores aos registrados neste ano

Chuvas do final do ano não prejudicam produtividade de 2017/18

Pavan afirmou que as chuvas em excesso nos meses de novembro e dezembro não comprometem a produtividade dos canaviais da companhia para a safra 2017/18. “Podemos ter alguma oscilação dentro da média histórica, de 3% a 4% para mais ou para menos”, disse Pavan, durante evento com analistas e investidores, em São Paulo.

Conforme as projeções apresentadas, as quatro unidades da empresa devem moer 22,5 milhões de toneladas de cana na próxima temporada, 17% mais do que na comparação com 2015/16. O volume se aproxima da capacidade instalada da empresa, de 24 milhões de toneladas.

Para Pavan, será necessário elevar a produtividade das plantações no Estado de São Paulo e expandir a capacidade de esmagamento em algumas unidades, como a Santa Cruz, para que esses 24 milhões de toneladas sejam alcançados.

Tonelada do açúcar em 2017 deve ficar entre R$ 1.500 e R$ 1.600

O presidente do Grupo São Martinho, Fábio Venturelli, avaliou hoje que os preços internacionais do açúcar, convertidos em reais, na safra 2017/18, tendem a ser superiores aos observados em 2016/17.

Para o executivo, a tonelada do alimento deve ficar entre R$ 1.500 e R$ 1.600, ante R$ 1.200 e R$ 1.300 no ciclo vigente. "Apesar das oscilações na Bolsa de Nova York, os preços em reais devem se mantêm", disse, referindo-se à recente queda das cotações futuras na bolsa ICE Futures US.

Venturelli participou de evento da empresa com analistas e investidores, em São Paulo. Segundo ele, o Grupo São Martinho já fixou os preços de 470 mil toneladas de açúcar da próxima safra, o equivalente a 47% da cana própria.

José Roberto Gomes

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