Bunge é multada em R$ 279 mil por incêndio que durou seis dias no Tocantins

Naturatins afirma que queimada começou no canavial da empresa e se espalhou por reserva ambiental. Em 2015 a empresa foi multada em R4 2,6 milhões pelo mesmo crime.

A Usina Pedro Afonso, da Bunge, foi multada em R$ 279 mil por começar um incêndio florestal que durou seis dias em Pedro Afonso, na região central do Tocantins. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) informou que a queimada começou em um canavial da empresa no último sábado (7) e se espalhou pela mata próxima. Os últimos focos só foram apagados nesta quinta-feira (13).

A queimada destruiu uma área de 118,98 hectares, incluindo 31,20 hectares do cerrado que estavam dentro de uma reserva legal. Em 2015 a mesma empresa havia sido multada em R$ 2,6 milhões pelo mesmo crime.

As queimadas em canaviais normalmente são feitas com autorizações especiais do Naturatins, mas todas as autorizações ficam suspensas no período de seca em função dos ventos fortes, da falta de chuva e da baixa umidade do ar no estado.

A Bunge informou ao G1 que a usina Pedro Afonso (TO) não realiza queimadas para a colheita da cana-de-açúcar e, portanto, a informação de que a empresa iniciou a queimada no canavial não procede. E que no dia 7 de julho, o fogo começou acidentalmente em uma área de plantação que já havia sido colhida.

A empresa disse ainda, que possui um Plano de Emergência e ações de contingência e prevenção e que combateu prontamente o incêndio, mas como a área estava muito seca, o fogo se alastrou rapidamente pela palhada da cana já colhida.

As ligações para a empresa Ramata Empreendimentos e Participações S.A, que administra a unidade, não foram atendidas.

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